O que são os Marcadores do Envelhecimento?

Marcadores do Envelhecimento Canino

Os Hallmarks of Aging, ou Marcadores do Envelhecimento, são um conjunto de processos ou mecanismos celulares e moleculares interconectados que contribuem para o processo de envelhecimento. Eles foram propostos pela primeira vez em 2013, pelos pesquisadores Carlos López-Otín, Maria A. Blasco, Linda Partridge, Manuel Serrano e Guido Kroem, que identificaram um padrão de marcadores em doenças associadas à idade. O campo de pesquisas sobre os marcadores do envelhecimento está em constante evolução. Para entender melhor as causas do envelhecimento canino, vamos entender cada um dos marcadores do envelhecimento propostos até agora e suas implicações para a saúde dos pets. Alterações Epigenéticas As alterações epigenéticas são mudanças que regulam a ativação de genes sem alterar a sequência do DNA.  Essas alterações agem como interruptores, ligando ou desligando genes.  Com o passar do tempo, essas regulações podem ser afetadas, levando à ativação de genes nocivos e ao desligamento de genes protetores.  Isso desorganiza a estrutura do nosso DNA e pode contribuir para o envelhecimento e problemas de saúde como o câncer. Perda de proteostase  Com o tempo, nossas células enfrentam dificuldades em manter e processar proteínas corretamente. Enquanto envelhecemos, ocorre um acúmulo de proteínas que não se dobram ou funcionam como deveriam.  Isso pode interferir no bom funcionamento celular e até mesmo desencadear doenças associadas à idade avançada. Proteínas são fundamentais para as atividades das nossas células, e qualquer falha nesse sistema de manutenção pode ter consequências para nossa saúde. Disfunção Mitocondrial Já ouviu aquela música “Mitocondria, mitocôndria é quem faz a respiração?” Bom, como o pulmão nos é essencial, também é a mitocôndria para a célula. As mitocôndrias atuam como geradores de energia para nossas células.  À medida que envelhecemos, esses “geradores” começam a sofrer danos, resultando em menos energia para as células. Esse declínio na eficiência mitocondrial não só leva a uma diminuição da energia celular, mas também contribui para outros problemas associados ao envelhecimento.  Portanto, sem mitocôndrias saudáveis e eficientes, nossas células não conseguem funcionar em seu potencial máximo, acelerando os sinais e sintomas do envelhecimento. Desgaste ou encurtamento dos telômeros  Os telômeros, que são estruturas protetoras localizadas nas extremidades dos cromossomos, se tornam mais curtos e deteriorados ao longo do tempo, o que afeta a estabilidade dos cromossomos. Cada vez que uma célula se divide, os telômeros ficam um pouco mais curtos. Eventualmente, quando se tornam muito curtos, as células não podem se dividir de forma eficaz, levando a falhas e ao envelhecimento celular.  Esse encurtamento dos telômeros está muito ligado ao processo de envelhecimento e à capacidade limitada das células de se regenerar ao longo do tempo. Senescência Celular À medida que envelhecemos, nosso corpo começa a acumular células senescentes, também conhecidas como “células zumbis”.  É normal que células saudáveis sofram danos ao longo do tempo e, em vez de passar pelo processo natural de morte celular. As células zumbis persistem e liberam substâncias prejudiciais que podem afetar células vizinhas saudáveis. Por exemplo, o acúmulo dessas células na pele pode resultar em rugas. Nos vasos sanguíneos, podem torná-los mais rígidos, aumentando o risco de aterosclerose. No cérebro, podem contribuir para inflamação e sinais de envelhecimento. Instabilidade Genômica Outra principal características do envelhecimento celular é a Instabilidade genômica. Este processo reproduz falhas na replicação do DNA, quando ele se divide, resultando em mutações frequentes e danos no material genético das células.  Por exemplo, uma pinta nova em sua pele, nada mais é do que uma célula danificada que está se replicando.  Normalmente, nosso corpo é eficiente em reparar essas pequenas alterações. No entanto, com o tempo e o envelhecimento, a capacidade de reparar esses danos diminui, levando à instabilidade genômica.  E é justamente essa instabilidade pode levar a mutações que, em alguns casos, podem promover o desenvolvimento de doenças relacionadas à idade, como o câncer. Exaustão de Células-Tronco Células-tronco são como recarregadores do nosso corpo, capazes de se transformar em vários tipos de células e auxiliar na renovação e reparação de tecidos. Com o passar do tempo, a medida que envelhecemos, a quantidade e a eficácia dessas células-tronco diminuem.  Isso significa que nossa capacidade de regenerar e curar tecidos se reduz com o tempo, acelerando o processo de envelhecimento.  Esse declínio também é um fator que contribui para muitas doenças relacionadas à idade, uma vez que a reposição de células saudáveis se torna menos eficiente. Deterioração da Comunicação Celular  A comunicação entre as células é como uma rede telefônica que mantém nosso corpo funcionando em harmonia. Porém, à medida que envelhecemos, essa rede começa a apresentar falhas.  As células podem começar a enviar sinais errados ou não receber mensagens corretamente, prejudicando o equilíbrio e funcionamento do organismo.  Esse “ruído” na comunicação pode levar a problemas como resistência à insulina, inflamação e outros desequilíbrios que aceleram o envelhecimento. A pesquisa busca entender melhor essas falhas para criar maneiras de otimizar a comunicação celular à medida que envelhecemos. Outras propostas de causas do envelhecimento Em 2022, especialistas do mundo todo se reuniram para preencher as brechas deixadas por um estudo realizado quase uma década antes, em 2013, por López-Otin. Suas descobertas renovadas foram destaque na renomada revista científica Aging.  Com isso, há outras novas propostas para as causas ou características do envelhecimento. São elas: Autofagia Anteriormente, acreditava-se que a autofagia, um mecanismo onde as células “limpam” componentes defeituosos, estava vinculada somente à proteostase.  Contudo, novas análises sugerem uma distinção: enquanto a proteostase se concentra na manutenção das proteínas, a autofagia atua na reciclagem de organelas.  Ambas são fundamentais, mas desempenham papéis diferentes no contexto do envelhecimento. Desregulação do Splicing: Entendendo o RNA Diferente da instabilidade genômica, que foca no DNA, e das alterações epigenéticas, que analisam a metilação do DNA, o splicing é um mecanismo de construção de RNA.  Em indivíduos mais velhos, percebe-se uma falha nesse processo, destacando a importância de investigar essa desregulação. Microbioma A composição do microbioma intestinal muda à medida que envelhecemos.  Mas o que veio primeiro: o envelhecimento ou as mudanças no microbioma? Esta é uma relação que merece uma atenção particular. Propriedades Mecânicas

Envelhecimento Canino: Sinais, O que fazer e Como cuidar!

por-que-caes-envelhecem

Assim como nós, os cães também passam por um processo natural de envelhecimento.. O envelhecimento canino vai muito além dos sinais visíveis, como pelos brancos ou a diminuição de energia; trata-se de uma série de alterações internas e externas que afetam a saúde geral do animal, impactando múltiplos sistemas do corpo. Entender o que é o envelhecimento canino e reconhecer os sinais que ele apresenta é essencial para garantir que seu cão receba os cuidados adequados e envelheça com saúde e qualidade de vida.  Neste artigo, abordaremos os principais sinais do envelhecimento em cães, o que você pode fazer para ajudar seu pet a envelhecer melhor e quais cuidados especiais são necessários durante essa fase. Como funciona o Envelhecimento Canino? O envelhecimento canino é um processo biológico natural que afeta o corpo e a mente do cão à medida que ele avança em idade.  À semelhança de outros mamíferos, o organismo do cão passa por uma série de mudanças degenerativas, que resultam na perda progressiva de funções fisiológicas. O envelhecimento afeta múltiplos sistemas corporais, incluindo o cardiovascular, o musculoesquelético, o nervoso e o imunológico. Os fatores genéticos, ambientais e relacionados ao estilo de vida influenciam a forma como o cão envelhece. O declínio celular e a capacidade reduzida de regeneração tornam o animal mais vulnerável a doenças relacionadas à idade, como problemas cardíacos, artrite, perda de visão e audição, e disfunções cognitivas Compreender como o envelhecimento funciona é crucial para cuidar melhor dos cães idosos e garantir sua qualidade de vida. Quais são os sinais de um cachorro idoso? À medida que o cão envelhece, vários sinais começam a surgir. Reconhecer esses sinais é essencial para adaptar os cuidados e garantir o bem-estar do animal. Aqui estão alguns dos principais sinais de envelhecimento em cães: Dificuldade de Movimentar Cães idosos podem apresentar dificuldade para subir escadas, pular no carro ou levantar-se após um descanso. A mobilidade reduzida, como fraqueza nas patas traseiras, pode indicar artrite ou outras condições degenerativas. Ajustar o nível de atividade física com caminhadas mais curtas ou exercícios de baixo impacto, como natação, pode ajudar. Letargia A redução de energia é comum em cães mais velhos. Eles tendem a dormir mais e a se cansar com mais facilidade durante atividades que antes eram feitas sem esforço. A letargia pode ser um sinal natural do envelhecimento, mas também pode estar associada a doenças como problemas cardíacos ou disfunções hormonais. Dificuldade de Enxergar Com o tempo, os olhos do cão podem ficar mais embaçados e a visão pode deteriorar. Isso pode resultar em acidentes, como esbarrar em objetos ou dificuldade para encontrar itens familiares.  A turvação ocular pode ser sintoma de catarata canina ou outras condições oculares. Perda Auditiva A audição também diminui à medida que os cães envelhecem. Um cachorro que não responde mais ao chamado do dono ou parece desorientado em ambientes ruidosos pode estar sofrendo de perda auditiva, algo muito comum na velhice. Pelos Grisalhos Assim como nos humanos, os pelos dos cães podem começar a ficar grisalhos, especialmente ao redor do focinho e das patas. Embora seja um dos sinais mais visíveis de envelhecimento, é apenas uma parte do processo geral de envelhecimento. Outros sinais do envelhecimento canino Além dos sinais mencionados, existem outros indícios que podem apontar para o envelhecimento de seu cão: Cuidar de um cão idoso envolve entender e tratar esses sinais com o acompanhamento adequado de um veterinário. A detecção precoce e os cuidados personalizados de envelhecimento canino podem garantir que seu cão envelheça com saúde e bem-estar. A partir de qual idade o cachorro é considerado velho? A idade em que um cachorro é considerado idoso varia conforme seu porte, raça e condições individuais. De acordo com o relatório da Zoetis, a média de idade em que os cães entram na fase idosa é: Essas variações estão diretamente relacionadas ao porte do animal, com cães maiores envelhecendo mais rápido do que os menores. Além disso, fatores como a genética, alimentação, estilo de vida e cuidados veterinários desempenham um papel importante na qualidade de vida durante a velhice. Expectativa média de vida de cada raça de cachorro Em média, os cães vivem entre 10 a 13 anos, mas essa expectativa de vida pode ser bastante diferente dependendo do tamanho e das características específicas de cada cão. Fatores como genética, cuidados veterinários e estilo de vida também influenciam diretamente no processo de envelhecimento. Embora o porte seja um fator determinante para o processo de envelhecimento, o ambiente e os cuidados que o cão recebe ao longo da vida também desempenham um papel importante para prolongar a saúde e bem-estar na fase idosa. Como prolongar a vida do seu cachorro? Prolongar a vida do seu cão envolve cuidados contínuos que vão além do básico. Garantir que seu cão tenha uma vida saudável e longa requer uma combinação de exercícios, alimentação adequada, monitoramento veterinário e, claro, tratamentos especializados.  Aqui estão algumas maneiras eficazes de aumentar a expectativa de vida do seu pet e mitigar efeitos do envelhecimento canino:  Pratique exercícios físicos regularmente Manter seu cão ativo é uma das maneiras mais importantes de garantir uma vida saudável. O exercício físico ajuda a controlar o peso, fortalecer os músculos e articulações, além de melhorar o sistema cardiovascular.  Seja através de caminhadas diárias, brincadeiras no parque ou natação, é fundamental adaptar os exercícios à idade e porte do cão para evitar sobrecarga. Cães idosos podem se beneficiar de atividades de baixo impacto, como caminhadas curtas ou natação. Ofereça uma alimentação nutritiva, de acordo com a idade Uma dieta balanceada e nutritiva é essencial para prolongar a vida do seu cachorro. À medida que os cães envelhecem, suas necessidades nutricionais mudam. Ofereça alimentos que atendam às exigências da idade, com a quantidade adequada de proteínas, vitaminas e minerais.  Alimentos formulados para cães idosos são especialmente importantes, pois contêm nutrientes que ajudam a manter a saúde das articulações, melhorar a digestão e prevenir o ganho de peso.  Evite excessos e garanta que a alimentação seja adequada para

O que é o Projeto de Envelhecimento Canino?

longevidade canina

O Dr. Matt Kaeberlein, Chief Scientific Officer do Pet More Time, é um dos fundadores do Dog Aging Project, um empreendimento científico pioneiro destinado a entender o envelhecimento em cães para melhorar sua saúde e longevidade. Este projeto é uma iniciativa nacional de grande escala nos Estados Unidos, reunindo uma equipe multidisciplinar de especialistas em medicina veterinária, epidemiologia, genética e pesquisa sobre envelhecimento. Os achados do Dog Aging Project norteiam o desenvolvimento das fórmulas e intervenções do Pet More Time. O que é o Dog Aging Project O Dog Aging Project foi fundado por Dr. Daniel Promislow e Dr. Matt Kaeberlein, ambos renomados pesquisadores na área de biologia e envelhecimento. O principal objetivo deste projeto é estudar o envelhecimento em milhares de cães ao longo de muitos anos para identificar os fatores biológicos e ambientais que afetam o envelhecimento e a longevidade canina. Principais Áreas de Pesquisa O projeto abrange várias áreas-chave de pesquisa: Contribuições para o Ecossistema de Longevidade O Dog Aging Project está fazendo uma contribuição substancial para o campo da pesquisa de longevidade. Focando em cães, que compartilham nosso ambiente e estão sujeitos a muitas das mesmas doenças que os humanos, o projeto oferece insights valiosos sobre o processo de envelhecimento que são diretamente aplicáveis à saúde humana. Engajamento Educacional e Comunitário Um aspecto significativo do Dog Aging Project é seu compromisso com o engajamento público. Os proprietários de cães que participam do projeto contribuem com dados valiosos enquanto aprendem mais sobre a saúde de seus animais de estimação. O projeto mantém uma presença ativa online, oferecendo recursos e atualizações para os participantes e o público em geral. Perspectivas Futuras À medida que o projeto avança, ele visa expandir seu banco de dados, incluindo mais cães em seus estudos. O objetivo de longo prazo é traduzir as descobertas dessa pesquisa em estratégias acionáveis para melhorar a saúde e o bem-estar de cães e humanos.

Como os cães envelhecem?

Sinais de envelhecimento no cachorro

Como todos os organismos vivos, os cães também enfrentam o envelhecimento e todas as dificuldades associadas a esse processo. Apesar de os tecidos serem dotados de um potencial de regeneração e recuperação, em um determinado ponto a deterioração passa a ser mais forte e significativa. Mas como se dá o envelhecimento em cães, especificamente? Bem, trata-se de um processo biológico complexo que abrange a deterioração progressiva das funções fisiológicas e a gradual perda da integridade celular. Tudo isso é influenciado pela genética do animal e também por aspectos ambientais e de estilo de vida. O envelhecimento não se reflete apenas no aumento de pelos brancos de um cão. Ele afeta múltiplos sistemas nos organismos, incluindo os sistemas cardiovascular, musculoesquelético, nervoso e imunológico. Por isso, muitas doenças relativamente comuns em cães, como diabetes, problemas cardíacos, perda auditiva e visual, artrite, entre outras, são chamadas de doenças associadas ao envelhecimento. Quais são os sinais de envelhecimento canino? Mudanças na Visão Você pode notar os olhos do seu cão mais embaçados ou dificuldade para enxergar. A turvação ocular pode ocorrer tão gradualmente que você pode não percebê-la imediatamente. Embora seja comum em cães idosos e geralmente não afete a visão, também pode ser um sinal de catarata canina ou outras doenças oculares, a maioria delas tratável. Seu cão pode começar a esbarrar em coisas ou ter dificuldade para localizar objetos familiares no chão. Isso pode sinalizar perda de visão. Mau Hálito Embora o mau hálito em cães possa ser comum em qualquer idade, se seu cão de repente tiver um hálito horrível, isso pode indicar doença gengival, cárie dentária ou infecção oral. O sistema imunológico enfraquece à medida que os cães envelhecem e eles não são capazes de combater infecções tão facilmente como quando eram mais jovens. Além de uma boa limpeza dental, seu veterinário pode decidir fazer exames de sangue para descartar infecção. Lentidão ou Dificuldade de Movimentação Um cão mais velho pode ter dificuldade com escadas, pular no carro ou simplesmente levantar-se após uma soneca. Você pode notar fraqueza nas pernas traseiras. Embora todos nós fiquemos mais lentos à medida que envelhecemos, os problemas de mobilidade do seu cão podem ser causados por artrite canina ou outra doença degenerativa. Além de qualquer medicação para dor ou artrite ou suplementos alimentares para cães recomendados pelo seu veterinário, você terá que ajustar o regime de exercícios do seu cão para caminhadas mais lentas e curtas ou uma nova rotina de exercícios. Nadar com seu cão, por exemplo, é suave para o corpo e muitos cães adoram. Novos Caroços e Protuberâncias Alguns cães são propensos a lipomas gordurosos inofensivos, mas esses caroços sob a pele são mais comuns à medida que os cães envelhecem. No entanto, seu veterinário deve verificar quaisquer novos caroços em seu cão para descartar um tumor maligno. Mudança de Peso Não é surpreendente que cães mais velhos e menos ativos às vezes ganhem peso. Você pode ter que ajustar a dieta e o exercício do seu cão para manter um peso saudável. No entanto, você também deve prestar atenção se seu cão idoso perder peso. Essa perda de peso pode ser resultado de uma redução na massa muscular, que é comum em cães mais velhos, ou pode ser causada por apetite reduzido, má absorção de nutrientes ou uma doença digestiva. Se seu cão perder mais de 10% de seu peso corporal em alguns meses, ou mesmo em um ano, consulte seu veterinário. Incontinência ou Dificuldade para Urinar ou Defecar Se seu cão de repente parece esquecer seu treinamento doméstico ou parece ter dificuldade para urinar, esses podem ser sinais de uma infecção do trato urinário ou doença renal canina. No entanto, a incontinência não é incomum em cães idosos e existem medicamentos para incontinência canina que podem ajudar. Outros sinais do envelhecimento canino Além das mudanças físicas, os cães idosos também podem apresentar alterações comportamentais e cognitivas. Essas mudanças podem indicar problemas de saúde ou serem parte natural do processo de envelhecimento. Por exemplo, um cão anteriormente dócil que se torna irritadiço pode estar sofrendo de dor, possivelmente devido à artrite, ou enfrentando outro desconforto físico. Da mesma forma, cães mais velhos tendem a dormir mais, o que é normal e saudável para sua idade. Além disso, alterações no comportamento podem ser sintomas da Síndrome da Disfunção Cognitiva Canina (CCDS). Estudos apontam que a CCDS afeta entre 14% a 35% dos cães com mais de oito anos. Semelhante ao Alzheimer em humanos, a CCDS pode causar mudanças significativas no comportamento do cão, incluindo: Identificar esses sinais é essencial para proporcionar os cuidados adequados aos cães na fase da velhice. O que você pode fazer pelo seu cão? O mais importante é sempre consultar o veterinário caso note quaisquer dessas mudanças físicas ou mentais no seu pet. O veterinário pode identificar causas médicas subjacentes e prescrever tratamentos. Eles também podem orientar sobre cuidados futuros para o seu cão, como alterações na dieta e exercícios, e adaptações na casa ou na rotina diária. Lembre-se que a longevidade canina é construída no dia a dia, com pequenos hábitos que fazem toda a diferença, desde caminhadas mais longas no parque até sociabilização com outros pets. Já os nutracêuticos, por outro lado, ajudam no combate aos marcadores do envelhecimento, devolvendo qualidade de vida para o seu melhor amigo nos anos mais importantes de sua vida.