Assim como nós, os cachorros experienciam o envelhecimento e com ele algumas consequências. Para quem tem um cachorro fêmea, pode surgir a dúvida se elas entram na menopausa, assim como as mulheres. No entanto, isso é um mito.
Diferente das mulheres, as cadelas não têm menopausa verdadeira. Ou seja, não existe uma interrupção definitiva da atividade reprodutiva causada por falência hormonal ovariana como ocorre nos humanos.
Isso significa que, do ponto de vista biológico, a cadela continua entrando no cio ao longo da vida, mesmo na velhice.
Sim. Uma cachorra idosa pode engravidar, desde que ainda esteja ciclando e não tenha sido castrada.
No entanto, o fato de poder engravidar não significa que a gestação seja segura. Com o avanço da idade, aumentam significativamente os riscos de complicações maternas e fetais, e muitas delas podem ser graves.
Gestação em cadelas idosas está associada a maior incidência de complicações como infecções uterinas, abortos, partos difíceis e alterações metabólicas.
Do ponto de vista biológico, as cadelas não interrompem naturalmente seus ciclos reprodutivos, embora os sinais possam tornar-se menos evidentes com a idade.
Isso faz muitos tutores acreditarem que a cadela “entrou na menopausa”, quando na verdade o corpo apenas está envelhecendo.
Não existe uma idade máxima definida em números.
O que existe é uma avaliação de risco.
A partir do momento em que a cadela é considerada idosa — o que varia conforme o porte — a gestação passa a ser desaconselhada do ponto de vista médico-veterinário.
Mesmo que a cadela ainda entre no cio, a capacidade do organismo de sustentar uma gestação saudável diminui com o tempo.
A idade em que uma cadela é considerada idosa depende do porte:
De forma geral, muitos cães já apresentam sinais de envelhecimento a partir dos 7 anos, especialmente os de maior porte.
Do ponto de vista biológico, a cadela não para de entrar no cio naturalmente.
O que pode ocorrer é a redução da regularidade ou alterações nos sinais comportamentais e físicos do cio.
Essas mudanças são consequência do envelhecimento do sistema reprodutivo, mas não caracterizam menopausa.
O cio em cadelas idosas pode ser diferente do observado em fases mais jovens da vida.
Algumas apresentam sangramento mais discreto, outras têm ciclos mais espaçados ou sinais comportamentais menos evidentes. Em certos casos, o cio pode passar quase despercebido.
Essas alterações exigem atenção, pois ciclos irregulares em cadelas idosas também podem estar associados a doenças uterinas, como a piometra.
Quando uma cadela deixa de apresentar sinais de cio por longos períodos, isso não deve ser considerado normal.
Alterações hormonais, doenças uterinas, problemas ovarianos ou condições sistêmicas podem interferir no ciclo reprodutivo, especialmente em cães mais velhos.
Por isso, a ausência prolongada de cio merece investigação veterinária.
As orientações mais atuais sobre castração mostram que o procedimento não é obrigatório para todas as cadelas idosas que estão saudáveis.
Hoje, já se sabe que os hormônios sexuais também têm um papel importante no equilíbrio do organismo e podem contribuir para a saúde e a longevidade dos cães. Por isso, a decisão de castrar uma cadela idosa deve ser feita de forma individual, com acompanhamento veterinário.
A castração costuma ser indicada principalmente em situações como infecção no útero (piometra), tumores de mama, alterações uterinas ou quando a cadela tem acesso à rua e existe risco real de gravidez.
O envelhecimento da cadela envolve mudanças hormonais, metabólicas e reprodutivas que nem sempre são visíveis no dia a dia.
A PetMoreTime acompanha essas transformações de forma contínua, ajudando a identificar sinais precoces de desequilíbrios hormonais e riscos associados ao envelhecimento reprodutivo.
Com monitoramento baseado em ciência, é possível tomar decisões mais seguras ao longo da vida da sua cadela.