Dá para aumentar a longevidade dos cães? A resposta pode te surpreender

A pergunta é feita por uma multidão de tutores ao se despedirem de seus animais de estimação. Em média, os cães vivem entre 8 e 15 anos, segundo a American Veterinary Medical Association. Mas pode ser mais, dependendo das condições de alimentação e saúde, do ambiente, da raça e do porte do animal. Um estudo inglês, divulgado neste ano pelo jornal Scientific Reports (do grupo Nature), indicou que até o tamanho do focinho pode estar relacionado a uma maior expectativa de vida. Pesquisas anteriores já apontaram que cachorros pequenos tendem a viver mais do que os grandes. O trabalho em questão cruzou dados de 584.734 cães fornecidos por 18 organizações – de abrigos a companhias de seguros para pets – para avaliar porte, género, raça pura ou mestiça, e o formato do crânio, investigando a interação entre essas características. Os resultados foram apresentados por Kirsten McMillan, chefe adjunta de pesquisa da Dogs Trust, a maior instituição de caridade dedicada a cães no Reino Unido, que fez parte da pesquisa. Segundo a investigação, entre as raças puras, cadelas pequenas e de focinho longo tendem a ter a maior expectativa de vida, com média de 13,3 anos. Já a de cachorros de focinhos achatados (braquicéfalos) é de 11,2 anos, possivelmente pela maior propensão a problemas respiratórios. Como os pesquisadores ressaltaram, os dados se referem à região, e diversos aspectos locais podem influenciar, desde a maneira como a sociedade inglesa cria seus companheiros peludos até a situação dos animais para adoção. Cuidado e prevenção De qualquer modo, independentemente do país ou das características do cachorro, a orientação básica para quem deseja aumentar o tempo de vida de seu pet é: cuide disso desde que ele é filhotinho. E mantenha essa atenção ao longo da vida do animal. Para o médico veterinário Pedro Risolia, da Petlove, é preciso entender que o cuidado não se inicia só quando o cão está idoso. Para o cachorro ser longevo, é essencial oferecer boa alimentação, exercícios, vacinação e consultas periódicas ao veterinário – não só quando o bicho está doente. “Temos uma cultura de levá-lo ao veterinário só quando o pet está mal. Mas é aconselhável levá-lo ao menos uma vez por ano, mesmo estando bem.” O fato é que nossos bichos de estimação estão vivendo mais tempo agora do que décadas atrás. E isso se explica pela transformação da relação das pessoas com “o melhor amigo”. De acordo com Risolia, o que gerou esse impacto na sobrevida foi a forma como lidamos com o cachorro. “Quando ele estava no quintal de casa, aberto às intempéries da natureza, comia resto de comida, tinha doenças que não eram diagnosticadas nem tratadas, seu ciclo de vida se tornava menor,” disse o médico. Leia o restante da matéria em https://braziljournal.com/da-para-aumentar-a-longevidade-dos-caes-a-resposta-pode-te-surpreender/ Por Luis Estrelas
Por que estudar o envelhecimento canino?

A ciência da longevidade tem avançado rapidamente nas últimas décadas. Prova disso são os inúmeros estudos realizados em modelos animais para verificar a eficácia de estratégias nutracêuticas e farmacológicas na extensão do tempo de vida útil. E como estudar o envelhecimento canino pode ajudar? O motivo mais importante, é claro, é o desejo de querer compartilhar a vida por mais tempo com nossos amigos peludos. Agora, vamos entender, a fundo, porque estudar o envelhecimento canino é tão importante no ramo da ciência. Onde tudo começa A investigação do envelhecimento canino não é um conceito novo. Ela ganhou mais destaque nas últimas décadas, evoluindo ao lado dos avanços na medicina veterinária e na área de biotecnologia. Estudos iniciais visavam entender os processos básicos da vida dos cães, mas o foco gradualmente se deslocou para estabelecer paralelos com o envelhecimento humano. Esse deslocamento foi impulsionado pelo reconhecimento de dinâmicas relacionadas à idade e padrões de doenças semelhantes observados tanto em humanos quanto em cães. Doenças compartilhadas Uma das justificativas para estudar o envelhecimento canino é a ocorrência de condições crônicas e comorbidades que são semelhantes àquelas em humanos, especialmente com o passar dos anos. Estamos falando de condições como obesidade, artrite, hipotireoidismo e diabetes, que são comuns tanto em humanos quanto em cães de companhia. Essa semelhança de comorbidade em cães e humanos em idade avançada denota a complexidade do processo de envelhecimento. Isso sugere que esse declínio físico e cognitivo não é apenas uma simples progressão do tempo, mas um processo multifatorial influenciado por várias condições de saúde. Idade e risco de doença Vários estudos destacam que as causas neoplásicas, congênitas e metabólicas de morte exibem trajetórias de idade semelhantes em cães e humanos. Ou seja: a idade é um dos mais importantes fatores de risco para o desenvolvimento de diversas doenças degenerativas. Essa descoberta é crucial, pois sugere que os mecanismos biológicos subjacentes que impulsionam esses riscos de doença podem ser conservados entre as espécies. O modelo translacional A decisão de estudar o envelhecimento canino e usar cães de companhia como modelo translacional para o envelhecimento é cada vez mais aceita pela comunidade científica. Esta abordagem aproveita o ambiente compartilhado e patologias naturais semelhantes entre humanos e cães para investigar os mecanismos do envelhecimento. Como sugere um estudo do Dog Aging Project, os processos de envelhecimento paralelos em cães e humanos tornam os cães um modelo ideal para estudar aspectos complexos da morbidade e mortalidade humana. Uma das grandes vantagens desse modelo é a vida útil mais curta dos cães, o que permite aos pesquisadores observar todo o processo de envelhecimento em um período relativamente mais curto. Este aspecto é crucial para estudos longitudinais, permitindo uma coleta e análise de dados mais rápida. Além disso, o ambiente de convívio compartilhado dos cães de companhia com humanos fornece um contexto mais realista para estudar influências ambientais sobre o envelhecimento. Fatores genéticos e ambientais A pesquisa sobre o envelhecimento canino não se limita a estudos observacionais, mas também se estende à exploração de determinantes genéticos e ambientais. Os cães, com suas raças diversas e constituição genética, oferecem uma excelente oportunidade para estudar os aspectos genéticos do envelhecimento. Os pesquisadores podem, por exemplo, investigar como traços genéticos específicos em diferentes raças influenciam a longevidade e as doenças relacionadas à idade. Além disso, há estudos que examinam o impacto da dieta, exercício e condições de vida na saúde e longevidade canina. Compreender como essas variáveis ambientais interagem com predisposições genéticas pode ajudar no desenvolvimento de estratégias holísticas para promover um envelhecimento saudável em ambas as espécies. Direções futuras e potencial de pesquisa O futuro é bastante promissor no que diz respeito à compreensão do envelhecimento canino e, consequentemente, em humanos. As tendências emergentes neste campo incluem a integração de tecnologias avançadas como genômica e bioinformática, que podem aprofundar nosso conhecimento sobre os mecanismos moleculares do envelhecimento. Ademais, intervenções farmacológicas e nutracêuticas estão em desenvolvimento para atrasar ou retardar as doenças associadas ao envelhecimento. Estudar o envelhecimento canino, portanto, é algo que envolve amor pelos nossos pets, pela nossa espécie e também por tudo que envolve ciência e tecnologia de ponta. Nós estamos aqui para compartilhar tudo isso em primeira mão com você.
Dia da Ciência e Tecnologia: 16 de Outubro

No dia 16 de outubro, celebramos o Dia da Ciência e Tecnologia, uma data criada para reconhecer os grandes avanços que moldaram a história da humanidade e para incentivar novas descobertas científicas. Desde as primeiras invenções, como ferramentas de pedra e ossos, até a descoberta do fogo — que proporcionou cozimento de alimentos, aquecimento, proteção e a primeira forma de iluminação — a ciência sempre esteve no centro do progresso humano (e no animal). Essa data também serve como um lembrete do compromisso contínuo com o desenvolvimento científico. A ciência, que teve suas raízes na Grécia antiga, onde os primeiros métodos científicos começaram a tomar forma, hoje é uma força motriz para a evolução da sociedade moderna. Hoje em dia, empresas como a PetMoreTime já nasceram “ciência”. A PetMoreTime e o Compromisso com a Ciência Na PetMoreTime, a ciência está no coração de tudo o que fazemos. Desde a nossa fundação, nosso compromisso com a ciência e a tecnologia nos impulsiona a oferecer soluções inovadoras que melhorem a saúde e a longevidade dos cães. Nosso protocolo vai além das prescrições veterinárias tradicionais. Através de tecnologia proprietária, damos aos veterinários as ferramentas para tomar decisões baseadas em dados confiáveis e personalizados. Aqui estão algumas das inovações que oferecemos: Fórmulas Personalizada Cada cão é único, e é por isso que a PetMoreTime oferece fórmulas personalizadas. Com base em uma análise individual, nossas prescrições, contendo fármacos pró-longevidade e nutracêuticos, são ajustadas para atender às necessidades específicas de cada paciente, garantindo um tratamento eficaz e sob medida. Exames Epigenéticos A longevidade saudável é o nosso foco, e o acompanhamento de marcadores de envelhecimento é essencial para ajustar as prescrições ao longo do tempo. Disponibilizamos testes epigenéticos que monitoram o processo de envelhecimento canino, permitindo um acompanhamento personalizado e contínuo, ajustado às necessidades específicas de cada cão. Coleira Inteligente Fazemos uso tecnologia utilizando coleira inteligente que funciona como um “smart watch” para cães, monitorando os dados vitais e biométricos em tempo real. Isso permite uma supervisão mais precisa e informada do estado de saúde do cão, facilitando ajustes no tratamento quando necessário. Algoritmo para Apoio à Decisão Contamos com um algoritmo proprietário que oferece suporte aos veterinários desde o início do protocolo. Esse algoritmo analisa dados para ajudar a determinar dosagens e frequências de tratamentos, sempre respaldado por referências científicas. Comunidade Integrada A PetMoreTime também está construindo uma comunidade de profissionais dedicados à longevidade canina, promovendo a troca de experiências e suporte no desenvolvimento de novas pesquisas e estudos. Nada disso era possível há alguns anos atrás. Ciência e tecnologia unidas, hoje, podem nos oferecer mecanismos que reduzem o impacto do envelhecimento canino, promovendo mais tempo com qualidade de vida aos cães, principalmente em seu terceiro ciclo de vida. Portanto, neste dia dedicado a união destes dois universos, gostaríamos de convidá-lo a visitar o nosso site e saber mais sobre a PetMoreTime. Nossos produtos estarão disponíveis ao mercado em breve. Acesse aqui.
Longevidade canina: ciência que prolonga a qualidade de vida de pets pode retardar os sintomas da velhice em humanos

Por Matt Kaeberlein Publicação Original: Época Negócios Compreender melhor os mecanismos de envelhecimento por meio da pesquisa em cães pode levar a intervenções mais eficazes e econômicas que prolonguem a boa saúde na velhice Não é de hoje que a longevidade é um desejo da humanidade. O sonho de Peter Pan, daquela jovialidade eterna, nos estimula a querermos viver mais e melhor. Mas o tão almejado “jovem para sempre” está longe de ser uma realidade. E é nesse contexto que a ciência avança, para proporcionar mais saúde, mobilidade, cognição e, por consequência, o retardo dos sintomas da velhice. Esse “passar de anos” reflete não só para nós, humanos. Como todo e bom melhor amigo, os cães estão ao nosso lado também nesse momento, sofrendo das mesmas consequências da degeneração celular. É justamente por eles conviverem no mesmo ambiente que nós e responderem de forma muito parecida à chegada da melhor idade que é valiosa a ciência que apoia a longevidade canina, que pode também revolucionar nossa compreensão sobre viver mais e melhor. O estudo da longevidade canina envolve uma análise profunda dos processos biológicos que impactam o envelhecimento, como genética e variáveis ambientais, por exemplo. Assim como com os humanos, cada cão é único e exibirá sinais de velhice diferentes ao atingir o status de idoso. Alguns apresentarão mudanças físicas, como lentidão, olhos turvos e sentidos letárgicos. Outros podem apresentar mudanças comportamentais, como aumento de ansiedade ou desorientação. A singularidade surge até mesmo nas raças. Cães maiores, como os dogues alemães, parecem envelhecer mais rápido e se tornam idosos já aos seis ou sete anos, enquanto cães menores podem levar nove ou dez anos para começar a mostrar sinais. Então, se pudermos entender melhor como o corpo envelhece, podemos investigar intervenções que ajudem a retardar o processo de envelhecimento, que podem variar desde uma pílula antienvelhecimento até mudanças no estilo de vida. Por isso cães de estimação se tornam um modelo comparativo precioso por três motivos que abordarei separadamente nestes mais de dez anos estudando a longevidade canina: nossa biologia compartilhada, ambiente em comum e vida útil significativamente mais curta. Cães e humanos compartilham mais de 17 mil genes especiais chamados ortólogos. Cada par de ortólogos é derivado do mesmo ancestral comum por descendência vertical (espécies) e tende a ter funções semelhantes. Temos inúmeras semelhanças até mesmo nos genes. Por vezes, os efeitos são idênticos, como é o caso da EPAS1, um gene desencadeado por condições de baixo oxigênio. Pessoas que vivem no Planalto Tibetano e as linhagens de cães que se desenvolveram lá possuem a mesma mudança genética neste gene, que ocorreu para ajudar nas respostas do corpo aos baixos níveis de oxigênio em grandes altitudes. Também temos genes parecidos, que não são idênticos, mas influenciam a saúde e a longevidade. A título de exemplo, podemos observar a variação nos genes que regulam o fator de crescimento, semelhante à insulina 1 (IGF1), que intervêm no tamanho corporal e no risco de câncer em cães e humanos. Esta via também é um regulador crítico da longevidade em todo o reino animal. Compreender essas conexões genéticas ajuda a estudar e, potencialmente, tratar condições de saúde compartilhadas entre espécies.
A Nova Ciência da Longevidade: Revolução na Saúde e Envelhecimento

A Nova Ciência da Longevidade está revolucionando a forma como entendemos o envelhecimento e o cuidado com a saúde. Com base em estudos de gerociência, essa abordagem analisa os mecanismos biológicos do envelhecimento, propondo intervenções que não apenas aumentam a expectativa de vida, mas também melhoram a qualidade de vida. Neste post, exploramos as inovações mais recentes e as tendências que prometem transformar a saúde humana e animal. Em agosto de 2024, nosso cofundador e cientista chefe, Dr Matt Kaeberlein, esteve presente na PetVet, evento dedicado ao setor veterinário, para compartilhar seus conhecimentos a respeito da ciência da longevidade. Logo abaixo você consegue conferir a palestra completa e para acessar as legendas, basta acioná-las diretamente no player do YouTube. Gerociência: O Estudo do Envelhecimento Biológico A gerociência investiga como o envelhecimento afeta a saúde e como podemos intervir para promover uma longevidade saudável. Em vez de tratar doenças isoladamente, essa ciência busca compreender os processos biológicos subjacentes que afetam múltiplas doenças ao mesmo tempo. Uma ideia central dessa abordagem é a diferença entre idade cronológica (anos de vida) e idade biológica (condição de saúde do organismo). Fatores como genética e ambiente influenciam o envelhecimento de cada indivíduo, e entender essa dinâmica é essencial para intervenções personalizadas. O conceito de Medicina 4.0 marca uma mudança significativa no cuidado com a saúde, migrando de um modelo reativo para um preventivo. Enquanto a Medicina 2.0 se concentrava no tratamento de doenças isoladas, a Medicina 3.0 e 4.0 priorizam estratégias personalizadas e preventivas que buscam manter a saúde ao longo da vida, tanto em humanos quanto em animais. Essa mudança é crucial, dado o aumento de doenças crônicas. Nos Estados Unidos, cerca de 60% da população convive com ao menos uma doença crônica, enquanto no Brasil esse número é de aproximadamente 45%. Isso destaca a importância de estender a saúde, e não apenas a vida — um conceito chamado de healthspan. Longevidade: Da Ciência à Prática Os avanços em gerociência indicam que modular o envelhecimento biológico pode ser mais eficaz do que tratar doenças de forma isolada. Por exemplo, curar o câncer pode aumentar a expectativa de vida de uma mulher de 50 anos em cerca de três anos. No entanto, intervenções que atuam na biologia do envelhecimento poderiam adicionar até três décadas à sua vida. O impacto dessa ciência se estende também para os animais. Estudos com cães, como o Dog Aging Project, sugerem que tratamentos baseados na modulação do envelhecimento podem aumentar não apenas a longevidade, mas também a qualidade de vida dos nossos companheiros. A Nova Ciência da Longevidade promete transformar a forma como lidamos com o envelhecimento, tanto em humanos quanto em animais. Ao priorizar intervenções preventivas e personalizadas, estamos caminhando para um futuro onde viver mais significará também viver melhor. A combinação de tecnologia, inteligência artificial e inovação científica abre um leque de possibilidades para estender o healthspan e garantir uma vida longa, saudável e plena. Se você se interessa por avanços na longevidade e saúde, continue acompanhando nosso blog e compartilhe este conteúdo! Juntos, podemos disseminar o conhecimento e melhorar a qualidade de vida dos seres humanos e animais ao nosso redor.
Longevidade Canina: Aprendizados do Dog Aging Project

A longevidade canina é um tema que desperta cada vez mais interesse de tutores e especialistas. O Dog Aging Project, também cofundado pelo Dr. Matt Kaeberlein, nosso cientista chefe e cofundador, é um dos maiores estudos do mundo voltado para o envelhecimento de cães, tem contribuído significativamente para entender como melhorar a saúde e a expectativa de vida dos nossos companheiros de quatro patas. Recentemente, o Dr. Matt esteve presente no evento veterinário PetVet, onde palestrou apresentando o projeto e seus impactos na inovação na medicina veterinária. Abaixo você pode conferir todo o conteúdo da palestra, na íntegra. As legendas em português estão disponíveis, basta acioná-las diretamente no YouTube. O Que é o Dog Aging Project? O Dog Aging Project é um estudo colaborativo envolvendo mais de 53 mil cães, com o objetivo de compreender o processo de envelhecimento e propor intervenções que aumentem a longevidade canina. A pesquisa reúne uma equipe multidisciplinar de mais de 100 cientistas e veterinários, analisando tanto dados genéticos quanto fatores ambientais e biológicos. O que torna este projeto único é a combinação entre a ciência do envelhecimento humano e canino, permitindo que descobertas feitas com cães possam ser aplicadas também na saúde humana e vice-versa. Como cães envelhecem mais rápido, os cientistas conseguem observar as mudanças ao longo do tempo de forma mais eficiente.
Remédio que pode prolongar vida de cães será testado no Brasil

“Os cachorros têm um lugar especial no meu coração”, afirma Matt Kaeberlein, biólogo e biogerontologista estadunidense que coordena as atividade do Dog Aging Project, o maior grupo de estudos sobre longevidade canina no mundo. Em atividade há 10 anos, o projeto já beneficiou mais de 50 mil cães nos Estados Unidos e, por isso, virou inspiração para a mais nova iniciativa brasileira voltada a melhorar o envelhecimento de cães nos Estados Unidos e, por isso, virou inspiração para a mais nova iniciativa brasileira voltada a melhorar o envelhecimento de cães. Trata-se do Programa Avançado de Mitigação do Envelhecimento Canino (Pamec), um projeto liderado pela biotech brasileira PetMoreTime que estará sob a orientação de Kaeberlein. A iniciativa estudará cães policiais, por meio de protocolos que associam o uso de medicamentos a um estilo de vida saudável. Entre os principais destaques do projeto está a utilização da rapamicina. Continue Lendo em Veja Saúde
Que cuidados devemos ter com um cão idoso?

Os anos passam e, de repente, nos damos conta de que aquele filhotinho cresceu. Os movimentos são mais lentos, há mais pelos brancos ao redor do focinho e seus cochilos se tornam mais frequentes ao longo do dia. Nessa etapa, é muito comum pensar: que cuidados devemos ter com um cão idoso? Algumas pessoas podem pensar que uma ração sênior e visitas pontuais ao veterinário são os únicos cuidados que um cão idoso necessita. Na verdade, há muitas outras coisas que nós podemos fazer para que eles desfrutem dessa fase da vida com saúde e qualidade de vida. Listamos, abaixo, alguns cuidados que fazem toda a diferença para o bem-estar de cães adultos e idosos. Cuidados essenciais para um cão idoso Aumente a frequência de visitas ao veterinário O veterinário tem um papel importantíssimo nessa etapa da vida do cãozinho idoso. Por isso, em vez de restringir as consultas a situações emergenciais, a dica é aumentar os check-ups veterinários, para acompanhar de perto a evolução da saúde do pet. Esse é um dos cuidados mais importantes para o cão idoso. O especialista pode ser capaz de identificar mudanças sutis que fazem toda a diferença para um diagnóstico preciso e precoce. Considere, aliás, contratar um plano de saúde para o seu amigo. Nessa fase da vida, ter este recurso pode ajudar a evitar algumas surpresas financeiras e facilitar o acesso a um tratamento completo para o cão, caso ele necessite. Aposte em uma dieta balanceada É normal querer “mimar” um pouco mais o seu cãozinho sênior e oferecer alimentos diferentes da ração básica do dia a dia. A gente entende isso! O problema é que, nessa fase, o cuidado com a alimentação de um cão idoso deve vir em primeiro lugar. Com o passar dos anos, o metabolismo dos cachorros começa a desacelerar e eles gastam menos calorias. A capacidade de digestão dos alimentos e a absorção de nutrientes também são prejudicadas. Por isso, seguir a dieta à risca é fundamental para prevenir a obesidade e outros distúrbios metabólicos, como diabetes tipo 2. Quem pode ajudar a elaborar uma alimentação individualizada e adequada para o seu cão é o veterinário especializado em nutrologia. Lembre-se também que uma alimentação equilibrada e adequada às necessidades do pet ajuda a suprir suas demandas nutricionais, o que é decisivo para a promoção de um envelhecimento mais saudável. Verifique deficiências nutricionais Assim como nós, os cães podem sofrer com deficiências nutricionais. No caso de cães idosos, isso pode ficar mais sério: como o sistema imunológico deles fica mais enfraquecido na velhice, a falta de nutrientes pode facilitar o surgimento e evolução de diversas doenças. Fora isso, vale lembrar que o envelhecimento também favorece uma série de modificações biológicas que podem requerer uma abordagem terapêutica individualizada, a depender da raça, tamanho e idade do seu pet. Existem nutracêuticos e fármacos que podem atuar sobre os Marcadores do Envelhecimento, como inflamação crônica, disbiose, disfunção mitocondrial, senescência celular, entre outros. Falamos mais sobre isso nesse post aqui, caso você queira entender melhor. Mas lembre-se: a decisão de suplementar vitaminas ou realizar um tratamento com fármacos deve ser tomada em conjunto com o veterinário, ok? Atente-se a sinais de desconforto Para os humanos, é relativamente “fácil” relatar desconfortos ou dores. Não é assim que funciona com nossos amigos caninos. Eles podem transmitir a mensagem de que algo não vai bem de outras formas, mais sutis, como: Você conhece o seu bichinho de estimação melhor do que ninguém. Notou algo diferente no comportamento dele? Não hesite e marque uma consulta com o veterinário para se certificar de que não é nada grave. Não abra mão da atividade física É verdade que um cão idoso pode ser um pouco mais lento, dorminhoco e até calmo. Mas isso não significa que ele não goste mais de passear e brincar como quando era um filhotinho. Exercícios físicos fazem muito bem para a saúde canina e devem ser mantidos, assim como os estímulos para brincar. É claro que, conforme eles envelhecem, os tipos de atividade podem mudar e se tornar um pouco mais leves. O que importa é não ficar parado! Tente manter a frequência de passeios no dia e busque atividades condizentes com o estado de saúde do seu cachorro. Vale brincar de jogar bolinha, cabo de guerra e até mesmo natação, que é uma excelente atividade para manter a mobilidade e preservar as articulações. Se notar uma fadiga extrema em seu cãozinho, vale a pena consultar um cardiologista. Esse sintoma pode ter conexão com alterações cardiovasculares, e merece atenção. A dificuldade para se locomover é outro sinal de alerta, que deve ser investigado por um ortopedista. A fisioterapia, nessas horas, pode ser de grande ajuda! Cuide da higiene oral A saúde bucal de cães idosos não deve ser negligenciada. O acúmulo de tártaro pode estimular o aparecimento de doenças nas gengivas e evoluir para quadros mais graves, o que implica em sofrimento e dificuldades para comer. Pior: seu cãozinho pode até vivenciar uma fratura nos dentes! Por isso, não pule a escovação, que deve ser realizada ao menos 2x ao dia, e fique atento a sintomas que indicam problemas bucais, como dor e sangramento nas gengivas. Se esse for o caso do seu pet, busque um dentista veterinário o quanto antes. Invista em acessórios e adaptações Com o passar dos anos, algumas tarefas cotidianas se transformam em verdadeiros desafios para os nossos animais de estimação. Subir escadas, dormir na cama, caminhar pela casa… Estes são apenas alguns exemplos. Para aqueles cãezinhos que têm problemas articulares, uma dica é comprar escadinhas ou esteiras para que eles consigam acessar seus móveis favoritos, como cama e sofá, sem precisar pular. Outra ideia é colocar tapetes antiderrapante ou piso moeda em superfícies escorregadias, que ajudam a manter o pet mais seguro e estável ao andar. Se o seu cão idoso está com dificuldades para se locomover, tente deixar a caminha, bebedouro, comedouro e tapetinho de necessidades mais próximos, para que ele não precise se deslocar tantas
Longevidade Canina: Veja como seu cão pode viver mais!

Nos últimos anos, a expectativa de vida dos cães aumentou significativamente, impulsionada por avanços na medicina veterinária, dietas balanceadas e tratamentos preventivos. No entanto, longevidade canina vai muito além da ideia de apenas “viver mais”. Nosso objetivo é proporcionar aos cães mais anos de vida com qualidade, mantendo sua saúde e bem-estar ao longo do tempo. Esse conceito de longevidade canina é cada vez mais estudado no meio científico, buscando formas de não apenas estender a vida dos nossos amigos de quatro patas, mas também garantir que esses anos sejam cheios de vitalidade, reduzindo o impacto das doenças associadas ao envelhecimento canino. O que significa Longevidade Canina? Longevidade canina não é apenas contar o número de anos que um cão vive. Ela envolve a busca por uma vida longa e com saúde, através de cuidados que aumentem tanto o lifespan quanto o healthspan do animal: Assim, longevidade canina significa garantir que o cão viva o máximo de anos possível, mas com qualidade, livre de doenças que afetam a mobilidade, a cognição e o bem-estar. Como a ciência está colaborando com a Longevidade Canina? A ciência da longevidade é um campo em rápido desenvolvimento, que explora formas de retardar os processos naturais de envelhecimento. Com a pesquisa contínua, os cientistas estão descobrindo mais sobre os processos celulares que aceleram o envelhecimento e causam doenças. Esses estudos têm fornecido ferramentas para que o envelhecimento canino seja mais compreendido e melhor tratado. Um dos principais avanços envolve os chamados “Hallmarks of Aging” (ou Marcadores do Envelhecimento), que são processos biológicos fundamentais que influenciam a velocidade e a qualidade do envelhecimento. Esses marcadores incluem: Esses e outros marcadores ajudam a explicar como o envelhecimento ocorre em um nível celular e genético, e como podemos intervir para reduzir seus efeitos. Estudos sobre epigenética e metilação do DNA, por exemplo, estão revelando maneiras de medir a idade biológica dos cães, o que permite tratamentos personalizados para manter a saúde celular e retardar o envelhecimento. É possível um cachorro viver 20 anos? Embora a expectativa de vida dos cães varie de acordo com o porte e a raça, algumas práticas e avanços têm demonstrado que é possível estender significativamente a vida de um cão. Em raças de pequeno porte, por exemplo, alguns cães vivem até 18 ou 20 anos com os devidos cuidados preventivos. Esses cuidados incluem uma dieta saudável, check-ups veterinários regulares e um estilo de vida ativo e enriquecido. Para cães de porte médio e grande, a vida média é mais curta, mas o avanço dos tratamentos e da ciência está ajudando a prolongar esses anos. Manter um controle de peso adequado, cuidar da saúde das articulações, do sistema cardiovascular e do metabolismo, além de fornecer acompanhamento veterinário constante, são práticas que podem fazer uma diferença significativa na qualidade e na duração da vida do seu cão. Qual é a expectativa de vida dos cachorros? A expectativa média de vida para os cães depende do porte e de fatores genéticos. Em geral: Essas variações refletem a diversidade de raças e o impacto que o porte tem sobre o envelhecimento canino. Cães grandes envelhecem mais rápido que cães pequenos, o que explica suas vidas mais curtas. Saiba mais sobre quantos anos vive um cachorro. Como saber quanto tempo seu cachorro vai viver? A longevidade de um cão depende de diversos fatores. Genética, porte, raça, alimentação, atividade física e ambiente são todos elementos que influenciam quanto tempo um cão pode viver e com qual qualidade. Embora não possamos prever com precisão a duração da vida de cada cão, acompanhar a saúde e realizar check-ups regulares ajudam a identificar fatores de risco cedo, o que pode prolongar a vida do animal. Recentemente, avanços na epigenética e nos testes de metilação do DNA permitiram medir a idade biológica dos cães, que nem sempre coincide com a idade cronológica. Essa técnica permite que veterinários ajustem os cuidados conforme a “idade real” do organismo do cão, promovendo uma abordagem mais personalizada. Como prolongar a vida do seu PET? Para aumentar a longevidade de vida saudável do seu cão, algumas práticas diárias são recomendadas: Essas práticas visam aumentar tanto o lifespan quanto o healthspan do seu pet, garantindo uma vida mais longa e saudável. Como a PetMoreTime poderá ajudar na longevidade canina? A PetMoreTime está comprometida em aplicar o que há de mais moderno na ciência da longevidade para oferecer um protocolo exclusivo que ajuda a prolongar a vida saudável dos cães. Nossa abordagem personalizada é baseada em: Com o PetMoreTime, seu cão recebe o suporte necessário para envelhecer de forma saudável, e você acompanha cada etapa do processo, sabendo que está oferecendo o que há de melhor em termos de cuidados e bem-estar. Por Fim A longevidade canina é um campo em rápida evolução, com cada vez mais estudos e avanços que ajudam os cães a viverem mais e melhor. Cuidar da saúde do seu cão com uma abordagem preventiva, investir em uma dieta equilibrada, proporcionar exercícios e manter acompanhamento veterinário constante são pilares fundamentais para promover uma vida longa e de qualidade. Com a PetMoreTime, você tem a tranquilidade de saber que cada cuidado é feito com base nos últimos avanços da ciência, proporcionando ao seu pet uma vida mais saudável e plena.
Pesquisadores comparam envelhecimento de cães e humanos

Uma das concepções mais comuns é a de que um ano humano equivale a sete anos de um cachorro em termos de envelhecimento. No entanto, essa equivalência é equivocada e tem sido consistentemente rejeitada por veterinários. Um estudo recente, publicado na revista Cell Systems, apresenta um novo quadro para comparar o envelhecimento de cães e humanos. Em uma dessas comparações, os pesquisadores descobriram que as primeiras oito semanas de vida de um cachorro são comparáveis aos primeiros nove meses da infância humana, mas a proporção muda ao longo do tempo. A pesquisa utilizou a epigenética, um processo pelo qual modificações ocorrem no genoma, como um marcador biológico para estudar o processo de envelhecimento. Ao comparar quando e quais mudanças epigenéticas marcam certos períodos de desenvolvimento em humanos e cães, os pesquisadores esperam obter insights específicos sobre o envelhecimento humano. Detalhes do estudo Os cientistas realizaram uma análise abrangente e compararam quantitativamente a progressão do envelhecimento entre dois mamíferos, cães e humanos. Cientistas do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano (NHGRI), parte dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), e colaboradores da Universidade da Califórnia (UC) em San Diego, UC Davis e da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh conduziram a pesquisa. Todos os mamíferos experimentam a mesma linha de desenvolvimento geral: nascimento, infância, juventude, puberdade, idade adulta e morte. No entanto, os pesquisadores há muito procuram eventos biológicos específicos que governam quando essas fases da vida ocorrem. Uma maneira de estudar tal progressão envolve a epigenética – mudanças na expressão genética causadas por fatores que não a sequência de DNA em si. Descobertas recentes mostraram que as mudanças epigenéticas estão ligadas a estágios específicos do envelhecimento e que essas são compartilhadas entre as espécies. Os pesquisadores concentraram-se em um tipo de mudança epigenética chamada metilação, um processo no qual moléculas chamadas grupos metil são adicionadas a sequências específicas de DNA, geralmente partes de um gene. Afixar essas regiões de DNA efetivamente desativa o gene. Até agora, os pesquisadores identificaram que, em humanos, os padrões de metilação mudam de maneira previsível ao longo do tempo. Esses padrões permitiram a criação de modelos matemáticos que podem medir com precisão a idade de um indivíduo – chamados de ‘relógios epigenéticos’. Para ler o conteúdo na íntegra, acesse aqui.