A Nova Ciência da Longevidade: Revolução na Saúde e Envelhecimento

A Nova Ciência da Longevidade está revolucionando a forma como entendemos o envelhecimento e o cuidado com a saúde. Com base em estudos de gerociência, essa abordagem analisa os mecanismos biológicos do envelhecimento, propondo intervenções que não apenas aumentam a expectativa de vida, mas também melhoram a qualidade de vida. Neste post, exploramos as inovações mais recentes e as tendências que prometem transformar a saúde humana e animal. Em agosto de 2024, nosso cofundador e cientista chefe, Dr Matt Kaeberlein, esteve presente na PetVet, evento dedicado ao setor veterinário, para compartilhar seus conhecimentos a respeito da ciência da longevidade. Logo abaixo você consegue conferir a palestra completa e para acessar as legendas, basta acioná-las diretamente no player do YouTube. Gerociência: O Estudo do Envelhecimento Biológico A gerociência investiga como o envelhecimento afeta a saúde e como podemos intervir para promover uma longevidade saudável. Em vez de tratar doenças isoladamente, essa ciência busca compreender os processos biológicos subjacentes que afetam múltiplas doenças ao mesmo tempo. Uma ideia central dessa abordagem é a diferença entre idade cronológica (anos de vida) e idade biológica (condição de saúde do organismo). Fatores como genética e ambiente influenciam o envelhecimento de cada indivíduo, e entender essa dinâmica é essencial para intervenções personalizadas. O conceito de Medicina 4.0 marca uma mudança significativa no cuidado com a saúde, migrando de um modelo reativo para um preventivo. Enquanto a Medicina 2.0 se concentrava no tratamento de doenças isoladas, a Medicina 3.0 e 4.0 priorizam estratégias personalizadas e preventivas que buscam manter a saúde ao longo da vida, tanto em humanos quanto em animais. Essa mudança é crucial, dado o aumento de doenças crônicas. Nos Estados Unidos, cerca de 60% da população convive com ao menos uma doença crônica, enquanto no Brasil esse número é de aproximadamente 45%. Isso destaca a importância de estender a saúde, e não apenas a vida — um conceito chamado de healthspan. Longevidade: Da Ciência à Prática Os avanços em gerociência indicam que modular o envelhecimento biológico pode ser mais eficaz do que tratar doenças de forma isolada. Por exemplo, curar o câncer pode aumentar a expectativa de vida de uma mulher de 50 anos em cerca de três anos. No entanto, intervenções que atuam na biologia do envelhecimento poderiam adicionar até três décadas à sua vida. O impacto dessa ciência se estende também para os animais. Estudos com cães, como o Dog Aging Project, sugerem que tratamentos baseados na modulação do envelhecimento podem aumentar não apenas a longevidade, mas também a qualidade de vida dos nossos companheiros. A Nova Ciência da Longevidade promete transformar a forma como lidamos com o envelhecimento, tanto em humanos quanto em animais. Ao priorizar intervenções preventivas e personalizadas, estamos caminhando para um futuro onde viver mais significará também viver melhor. A combinação de tecnologia, inteligência artificial e inovação científica abre um leque de possibilidades para estender o healthspan e garantir uma vida longa, saudável e plena. Se você se interessa por avanços na longevidade e saúde, continue acompanhando nosso blog e compartilhe este conteúdo! Juntos, podemos disseminar o conhecimento e melhorar a qualidade de vida dos seres humanos e animais ao nosso redor.
Longevidade Canina: Aprendizados do Dog Aging Project

A longevidade canina é um tema que desperta cada vez mais interesse de tutores e especialistas. O Dog Aging Project, também cofundado pelo Dr. Matt Kaeberlein, nosso cientista chefe e cofundador, é um dos maiores estudos do mundo voltado para o envelhecimento de cães, tem contribuído significativamente para entender como melhorar a saúde e a expectativa de vida dos nossos companheiros de quatro patas. Recentemente, o Dr. Matt esteve presente no evento veterinário PetVet, onde palestrou apresentando o projeto e seus impactos na inovação na medicina veterinária. Abaixo você pode conferir todo o conteúdo da palestra, na íntegra. As legendas em português estão disponíveis, basta acioná-las diretamente no YouTube. O Que é o Dog Aging Project? O Dog Aging Project é um estudo colaborativo envolvendo mais de 53 mil cães, com o objetivo de compreender o processo de envelhecimento e propor intervenções que aumentem a longevidade canina. A pesquisa reúne uma equipe multidisciplinar de mais de 100 cientistas e veterinários, analisando tanto dados genéticos quanto fatores ambientais e biológicos. O que torna este projeto único é a combinação entre a ciência do envelhecimento humano e canino, permitindo que descobertas feitas com cães possam ser aplicadas também na saúde humana e vice-versa. Como cães envelhecem mais rápido, os cientistas conseguem observar as mudanças ao longo do tempo de forma mais eficiente.
Remédio que pode prolongar vida de cães será testado no Brasil

“Os cachorros têm um lugar especial no meu coração”, afirma Matt Kaeberlein, biólogo e biogerontologista estadunidense que coordena as atividade do Dog Aging Project, o maior grupo de estudos sobre longevidade canina no mundo. Em atividade há 10 anos, o projeto já beneficiou mais de 50 mil cães nos Estados Unidos e, por isso, virou inspiração para a mais nova iniciativa brasileira voltada a melhorar o envelhecimento de cães nos Estados Unidos e, por isso, virou inspiração para a mais nova iniciativa brasileira voltada a melhorar o envelhecimento de cães. Trata-se do Programa Avançado de Mitigação do Envelhecimento Canino (Pamec), um projeto liderado pela biotech brasileira PetMoreTime que estará sob a orientação de Kaeberlein. A iniciativa estudará cães policiais, por meio de protocolos que associam o uso de medicamentos a um estilo de vida saudável. Entre os principais destaques do projeto está a utilização da rapamicina. Continue Lendo em Veja Saúde
Que cuidados devemos ter com um cão idoso?

Os anos passam e, de repente, nos damos conta de que aquele filhotinho cresceu. Os movimentos são mais lentos, há mais pelos brancos ao redor do focinho e seus cochilos se tornam mais frequentes ao longo do dia. Nessa etapa, é muito comum pensar: que cuidados devemos ter com um cão idoso? Algumas pessoas podem pensar que uma ração sênior e visitas pontuais ao veterinário são os únicos cuidados que um cão idoso necessita. Na verdade, há muitas outras coisas que nós podemos fazer para que eles desfrutem dessa fase da vida com saúde e qualidade de vida. Listamos, abaixo, alguns cuidados que fazem toda a diferença para o bem-estar de cães adultos e idosos. Cuidados essenciais para um cão idoso Aumente a frequência de visitas ao veterinário O veterinário tem um papel importantíssimo nessa etapa da vida do cãozinho idoso. Por isso, em vez de restringir as consultas a situações emergenciais, a dica é aumentar os check-ups veterinários, para acompanhar de perto a evolução da saúde do pet. Esse é um dos cuidados mais importantes para o cão idoso. O especialista pode ser capaz de identificar mudanças sutis que fazem toda a diferença para um diagnóstico preciso e precoce. Considere, aliás, contratar um plano de saúde para o seu amigo. Nessa fase da vida, ter este recurso pode ajudar a evitar algumas surpresas financeiras e facilitar o acesso a um tratamento completo para o cão, caso ele necessite. Aposte em uma dieta balanceada É normal querer “mimar” um pouco mais o seu cãozinho sênior e oferecer alimentos diferentes da ração básica do dia a dia. A gente entende isso! O problema é que, nessa fase, o cuidado com a alimentação de um cão idoso deve vir em primeiro lugar. Com o passar dos anos, o metabolismo dos cachorros começa a desacelerar e eles gastam menos calorias. A capacidade de digestão dos alimentos e a absorção de nutrientes também são prejudicadas. Por isso, seguir a dieta à risca é fundamental para prevenir a obesidade e outros distúrbios metabólicos, como diabetes tipo 2. Quem pode ajudar a elaborar uma alimentação individualizada e adequada para o seu cão é o veterinário especializado em nutrologia. Lembre-se também que uma alimentação equilibrada e adequada às necessidades do pet ajuda a suprir suas demandas nutricionais, o que é decisivo para a promoção de um envelhecimento mais saudável. Verifique deficiências nutricionais Assim como nós, os cães podem sofrer com deficiências nutricionais. No caso de cães idosos, isso pode ficar mais sério: como o sistema imunológico deles fica mais enfraquecido na velhice, a falta de nutrientes pode facilitar o surgimento e evolução de diversas doenças. Fora isso, vale lembrar que o envelhecimento também favorece uma série de modificações biológicas que podem requerer uma abordagem terapêutica individualizada, a depender da raça, tamanho e idade do seu pet. Existem nutracêuticos e fármacos que podem atuar sobre os Marcadores do Envelhecimento, como inflamação crônica, disbiose, disfunção mitocondrial, senescência celular, entre outros. Falamos mais sobre isso nesse post aqui, caso você queira entender melhor. Mas lembre-se: a decisão de suplementar vitaminas ou realizar um tratamento com fármacos deve ser tomada em conjunto com o veterinário, ok? Atente-se a sinais de desconforto Para os humanos, é relativamente “fácil” relatar desconfortos ou dores. Não é assim que funciona com nossos amigos caninos. Eles podem transmitir a mensagem de que algo não vai bem de outras formas, mais sutis, como: Você conhece o seu bichinho de estimação melhor do que ninguém. Notou algo diferente no comportamento dele? Não hesite e marque uma consulta com o veterinário para se certificar de que não é nada grave. Não abra mão da atividade física É verdade que um cão idoso pode ser um pouco mais lento, dorminhoco e até calmo. Mas isso não significa que ele não goste mais de passear e brincar como quando era um filhotinho. Exercícios físicos fazem muito bem para a saúde canina e devem ser mantidos, assim como os estímulos para brincar. É claro que, conforme eles envelhecem, os tipos de atividade podem mudar e se tornar um pouco mais leves. O que importa é não ficar parado! Tente manter a frequência de passeios no dia e busque atividades condizentes com o estado de saúde do seu cachorro. Vale brincar de jogar bolinha, cabo de guerra e até mesmo natação, que é uma excelente atividade para manter a mobilidade e preservar as articulações. Se notar uma fadiga extrema em seu cãozinho, vale a pena consultar um cardiologista. Esse sintoma pode ter conexão com alterações cardiovasculares, e merece atenção. A dificuldade para se locomover é outro sinal de alerta, que deve ser investigado por um ortopedista. A fisioterapia, nessas horas, pode ser de grande ajuda! Cuide da higiene oral A saúde bucal de cães idosos não deve ser negligenciada. O acúmulo de tártaro pode estimular o aparecimento de doenças nas gengivas e evoluir para quadros mais graves, o que implica em sofrimento e dificuldades para comer. Pior: seu cãozinho pode até vivenciar uma fratura nos dentes! Por isso, não pule a escovação, que deve ser realizada ao menos 2x ao dia, e fique atento a sintomas que indicam problemas bucais, como dor e sangramento nas gengivas. Se esse for o caso do seu pet, busque um dentista veterinário o quanto antes. Invista em acessórios e adaptações Com o passar dos anos, algumas tarefas cotidianas se transformam em verdadeiros desafios para os nossos animais de estimação. Subir escadas, dormir na cama, caminhar pela casa… Estes são apenas alguns exemplos. Para aqueles cãezinhos que têm problemas articulares, uma dica é comprar escadinhas ou esteiras para que eles consigam acessar seus móveis favoritos, como cama e sofá, sem precisar pular. Outra ideia é colocar tapetes antiderrapante ou piso moeda em superfícies escorregadias, que ajudam a manter o pet mais seguro e estável ao andar. Se o seu cão idoso está com dificuldades para se locomover, tente deixar a caminha, bebedouro, comedouro e tapetinho de necessidades mais próximos, para que ele não precise se deslocar tantas
Longevidade Canina: Veja como seu cão pode viver mais!

Nos últimos anos, a expectativa de vida dos cães aumentou significativamente, impulsionada por avanços na medicina veterinária, dietas balanceadas e tratamentos preventivos. No entanto, longevidade canina vai muito além da ideia de apenas “viver mais”. Nosso objetivo é proporcionar aos cães mais anos de vida com qualidade, mantendo sua saúde e bem-estar ao longo do tempo. Esse conceito de longevidade canina é cada vez mais estudado no meio científico, buscando formas de não apenas estender a vida dos nossos amigos de quatro patas, mas também garantir que esses anos sejam cheios de vitalidade, reduzindo o impacto das doenças associadas ao envelhecimento canino. O que significa Longevidade Canina? Longevidade canina não é apenas contar o número de anos que um cão vive. Ela envolve a busca por uma vida longa e com saúde, através de cuidados que aumentem tanto o lifespan quanto o healthspan do animal: Assim, longevidade canina significa garantir que o cão viva o máximo de anos possível, mas com qualidade, livre de doenças que afetam a mobilidade, a cognição e o bem-estar. Como a ciência está colaborando com a Longevidade Canina? A ciência da longevidade é um campo em rápido desenvolvimento, que explora formas de retardar os processos naturais de envelhecimento. Com a pesquisa contínua, os cientistas estão descobrindo mais sobre os processos celulares que aceleram o envelhecimento e causam doenças. Esses estudos têm fornecido ferramentas para que o envelhecimento canino seja mais compreendido e melhor tratado. Um dos principais avanços envolve os chamados “Hallmarks of Aging” (ou Marcadores do Envelhecimento), que são processos biológicos fundamentais que influenciam a velocidade e a qualidade do envelhecimento. Esses marcadores incluem: Esses e outros marcadores ajudam a explicar como o envelhecimento ocorre em um nível celular e genético, e como podemos intervir para reduzir seus efeitos. Estudos sobre epigenética e metilação do DNA, por exemplo, estão revelando maneiras de medir a idade biológica dos cães, o que permite tratamentos personalizados para manter a saúde celular e retardar o envelhecimento. É possível um cachorro viver 20 anos? Embora a expectativa de vida dos cães varie de acordo com o porte e a raça, algumas práticas e avanços têm demonstrado que é possível estender significativamente a vida de um cão. Em raças de pequeno porte, por exemplo, alguns cães vivem até 18 ou 20 anos com os devidos cuidados preventivos. Esses cuidados incluem uma dieta saudável, check-ups veterinários regulares e um estilo de vida ativo e enriquecido. Para cães de porte médio e grande, a vida média é mais curta, mas o avanço dos tratamentos e da ciência está ajudando a prolongar esses anos. Manter um controle de peso adequado, cuidar da saúde das articulações, do sistema cardiovascular e do metabolismo, além de fornecer acompanhamento veterinário constante, são práticas que podem fazer uma diferença significativa na qualidade e na duração da vida do seu cão. Qual é a expectativa de vida dos cachorros? A expectativa média de vida para os cães depende do porte e de fatores genéticos. Em geral: Essas variações refletem a diversidade de raças e o impacto que o porte tem sobre o envelhecimento canino. Cães grandes envelhecem mais rápido que cães pequenos, o que explica suas vidas mais curtas. Saiba mais sobre quantos anos vive um cachorro. Como saber quanto tempo seu cachorro vai viver? A longevidade de um cão depende de diversos fatores. Genética, porte, raça, alimentação, atividade física e ambiente são todos elementos que influenciam quanto tempo um cão pode viver e com qual qualidade. Embora não possamos prever com precisão a duração da vida de cada cão, acompanhar a saúde e realizar check-ups regulares ajudam a identificar fatores de risco cedo, o que pode prolongar a vida do animal. Recentemente, avanços na epigenética e nos testes de metilação do DNA permitiram medir a idade biológica dos cães, que nem sempre coincide com a idade cronológica. Essa técnica permite que veterinários ajustem os cuidados conforme a “idade real” do organismo do cão, promovendo uma abordagem mais personalizada. Como prolongar a vida do seu PET? Para aumentar a longevidade de vida saudável do seu cão, algumas práticas diárias são recomendadas: Essas práticas visam aumentar tanto o lifespan quanto o healthspan do seu pet, garantindo uma vida mais longa e saudável. Como a PetMoreTime poderá ajudar na longevidade canina? A PetMoreTime está comprometida em aplicar o que há de mais moderno na ciência da longevidade para oferecer um protocolo exclusivo que ajuda a prolongar a vida saudável dos cães. Nossa abordagem personalizada é baseada em: Com o PetMoreTime, seu cão recebe o suporte necessário para envelhecer de forma saudável, e você acompanha cada etapa do processo, sabendo que está oferecendo o que há de melhor em termos de cuidados e bem-estar. Por Fim A longevidade canina é um campo em rápida evolução, com cada vez mais estudos e avanços que ajudam os cães a viverem mais e melhor. Cuidar da saúde do seu cão com uma abordagem preventiva, investir em uma dieta equilibrada, proporcionar exercícios e manter acompanhamento veterinário constante são pilares fundamentais para promover uma vida longa e de qualidade. Com a PetMoreTime, você tem a tranquilidade de saber que cada cuidado é feito com base nos últimos avanços da ciência, proporcionando ao seu pet uma vida mais saudável e plena.
Pesquisadores comparam envelhecimento de cães e humanos

Uma das concepções mais comuns é a de que um ano humano equivale a sete anos de um cachorro em termos de envelhecimento. No entanto, essa equivalência é equivocada e tem sido consistentemente rejeitada por veterinários. Um estudo recente, publicado na revista Cell Systems, apresenta um novo quadro para comparar o envelhecimento de cães e humanos. Em uma dessas comparações, os pesquisadores descobriram que as primeiras oito semanas de vida de um cachorro são comparáveis aos primeiros nove meses da infância humana, mas a proporção muda ao longo do tempo. A pesquisa utilizou a epigenética, um processo pelo qual modificações ocorrem no genoma, como um marcador biológico para estudar o processo de envelhecimento. Ao comparar quando e quais mudanças epigenéticas marcam certos períodos de desenvolvimento em humanos e cães, os pesquisadores esperam obter insights específicos sobre o envelhecimento humano. Detalhes do estudo Os cientistas realizaram uma análise abrangente e compararam quantitativamente a progressão do envelhecimento entre dois mamíferos, cães e humanos. Cientistas do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano (NHGRI), parte dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), e colaboradores da Universidade da Califórnia (UC) em San Diego, UC Davis e da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh conduziram a pesquisa. Todos os mamíferos experimentam a mesma linha de desenvolvimento geral: nascimento, infância, juventude, puberdade, idade adulta e morte. No entanto, os pesquisadores há muito procuram eventos biológicos específicos que governam quando essas fases da vida ocorrem. Uma maneira de estudar tal progressão envolve a epigenética – mudanças na expressão genética causadas por fatores que não a sequência de DNA em si. Descobertas recentes mostraram que as mudanças epigenéticas estão ligadas a estágios específicos do envelhecimento e que essas são compartilhadas entre as espécies. Os pesquisadores concentraram-se em um tipo de mudança epigenética chamada metilação, um processo no qual moléculas chamadas grupos metil são adicionadas a sequências específicas de DNA, geralmente partes de um gene. Afixar essas regiões de DNA efetivamente desativa o gene. Até agora, os pesquisadores identificaram que, em humanos, os padrões de metilação mudam de maneira previsível ao longo do tempo. Esses padrões permitiram a criação de modelos matemáticos que podem medir com precisão a idade de um indivíduo – chamados de ‘relógios epigenéticos’. Para ler o conteúdo na íntegra, acesse aqui.
Sociabilidade é crucial para bem-estar de cães, revela estudo

Um estudo conduzido pelo Projeto de Envelhecimento Canino (Dog Aging Project), envolvendo mais de 21.000 cães, descobriu uma correlação significativa entre o apoio social e a melhoria do bem-estar geral dos cães. A pesquisa, liderada por Noah Snyder-Mackler, professor assistente da Escola de Ciências da Vida da ASU, em colaboração com estudantes de mestrado e doutorado, analisou detalhadamente as respostas de uma pesquisa com proprietários de cães, abrangendo um total de 21.410 cães. Os resultados indicaram que o ambiente social e físico em que os cães vivem pode influenciar significativamente o envelhecimento, a saúde e a sobrevivência. A pesquisa revelou que a rede de apoio social do cão é o fator mais influente na melhoria dos resultados de saúde, superando condições financeiras, estabilidade doméstica ou idade do proprietário. Fatores como adversidade financeira e doméstica foram associados a uma saúde mais precária e mobilidade física reduzida, enquanto uma maior companhia social, como viver com outros cães, estava associada a uma melhor saúde. Curiosamente, o estudo também descobriu que o tempo gasto com crianças tinha um efeito negativo na saúde dos cães, sugerindo que isso pode levar a menos tempo dedicado aos “filhos peludos”. Além disso, cães de famílias com maior renda foram diagnosticados com mais doenças, provavelmente devido ao acesso mais fácil a cuidados veterinários. Snyder-Mackler e sua equipe agora planejam explorar como esses fatores externos afetam a saúde dos cães em um nível fisiológico, com uma subseção de cães sendo estudada mais de perto para entender melhor essas conexões. Este estudo sublinha a importância do ambiente social na saúde dos cães e espelha as descobertas semelhantes em humanos, destacando a necessidade de se concentrar mais na influência do ambiente social na saúde e na doença, e investigar como cada fator ambiental pode contribuir para anos mais saudáveis de vida tanto em cães quanto em humanos. Para ler o conteúdo na íntegra, acesse: SciTech Daily
O envelhecimento canino e a longevidade humana

Em um estudo pioneiro, o Projeto Envelhecimento Canino (Dog Aging Project), lançado em 2018, está desbravando novos caminhos na pesquisa sobre a longevidade dos cães e suas implicações para a saúde humana. Mais de 32.000 cães de todas as raças, idades e tamanhos dos Estados Unidos estão participando deste projeto ambicioso, que promete ser uma das maiores pesquisas sobre envelhecimento canino até hoje. O projeto, que deve durar pelo menos 10 anos, busca entender melhor o processo de envelhecimento em cães, considerando que estes animais compartilham muitos aspectos do ambiente humano e recebem cuidados veterinários comparáveis aos cuidados de saúde dos humanos. O estudo é liderado por Joshua Akey, professor no Instituto Lewis-Sigler para Genômica Integrativa de Princeton, e Elinor Karlsson, do Broad Institute, junto com outros especialistas. Um dos aspectos mais empolgantes do projeto é a análise do DNA de cães que vivem excepcionalmente muito, comparados aos “super-centenários” do mundo canino. A equipe espera identificar biomarcadores específicos do envelhecimento canino e, por extensão, do envelhecimento humano. Os proprietários dos cães participantes concordam em preencher pesquisas anuais e fornecer amostras como swabs de bochecha para análise de DNA. Além disso, uma colaboração com veterinários de todo o país permite a coleta de amostras de pelos, fezes, urina e sangue de alguns membros do “Pack DAP”, como são chamados os cães participantes. Daniel Promislow, principal investigador do projeto financiado pela National Institute on Aging e professor de biologia na Universidade de Washington, destaca que os cães oferecem uma oportunidade única para identificar fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida associados a uma vida saudável e longa. A equipe planeja abrir seu vasto conjunto de dados, totalmente anonimizado, para cientistas de todo o mundo, esperando que as descobertas possam transformar a medicina veterinária, a pesquisa sobre envelhecimento e muitos outros campos de estudo. Kate Creevy, principal autora do artigo sobre o projeto e diretora veterinária do DAP, expressa o orgulho de compartilhar os resultados com a comunidade científica, enfatizando o potencial transformador do Projeto Envelhecimento Canino. Para ler o conteúdo na íntegra, acesse: Princeton Edu.
Cães Podem Ser a Chave para Reverter o Envelhecimento em Humanos

Em uma reviravolta surpreendente na pesquisa de longevidade, os cães estão agora no centro das atenções como modelos potenciais para entender o envelhecimento humano. Stephanie Abraham, uma criadora de cães e juíza de exposições caninas em Connecticut, tem desempenhado um papel crucial nessa pesquisa inovadora. Ela vive com nove Cavalier King Charles Spaniels, incluindo Ace, um cachorro de nove anos que recentemente desenvolveu um sopro cardíaco, uma condição comum que afeta cerca de 7% de todos os cães e 80% dos Cavaliers. Ace foi inscrito em um tratamento experimental, denominado RJB-01, que entrega dois genes associados à longevidade. Diferentemente das terapias genéticas tradicionais, que normalmente se concentram em um único defeito genético, o RJB-01 não visa uma mutação específica, mas sim procura restaurar processos celulares que declinam com a idade. Daniel Oliver, co-fundador e CEO da Rejuvenate Bio, a empresa por trás do desenvolvimento dessa terapia, afirma que o objetivo é impactar múltiplas condições relacionadas à idade ao focar no envelhecimento em si. Este tratamento experimental em cães abre novas possibilidades para o tratamento de doenças crônicas e talvez até o envelhecimento em humanos. O projeto Dog Aging, dirigido pelo biólogo Matt Kaeberlein da Universidade de Washington, é outra iniciativa que utiliza cães para explorar o envelhecimento. Com quase 40.000 cães inscritos, o projeto busca identificar fatores biológicos, ambientais e genéticos que promovem a longevidade saudável. Este foco em cães, que compartilham muitos aspectos de seu ambiente e dieta com humanos, oferece uma oportunidade única para entender melhor os processos de envelhecimento e potencialmente desenvolver tratamentos para humanos. Mesmo que essas pesquisas não resultem em avanços diretos para a longevidade humana, elas podem levar a tratamentos inovadores para nossos amigos caninos, trazendo benefícios tanto para a saúde animal quanto para a humana. Para ler o conteúdo na íntegra, acesse: The National Geographic
O que são os Marcadores do Envelhecimento?

Os Hallmarks of Aging, ou Marcadores do Envelhecimento, são um conjunto de processos ou mecanismos celulares e moleculares interconectados que contribuem para o processo de envelhecimento. Eles foram propostos pela primeira vez em 2013, pelos pesquisadores Carlos López-Otín, Maria A. Blasco, Linda Partridge, Manuel Serrano e Guido Kroem, que identificaram um padrão de marcadores em doenças associadas à idade. O campo de pesquisas sobre os marcadores do envelhecimento está em constante evolução. Para entender melhor as causas do envelhecimento canino, vamos entender cada um dos marcadores do envelhecimento propostos até agora e suas implicações para a saúde dos pets. Alterações Epigenéticas As alterações epigenéticas são mudanças que regulam a ativação de genes sem alterar a sequência do DNA. Essas alterações agem como interruptores, ligando ou desligando genes. Com o passar do tempo, essas regulações podem ser afetadas, levando à ativação de genes nocivos e ao desligamento de genes protetores. Isso desorganiza a estrutura do nosso DNA e pode contribuir para o envelhecimento e problemas de saúde como o câncer. Perda de proteostase Com o tempo, nossas células enfrentam dificuldades em manter e processar proteínas corretamente. Enquanto envelhecemos, ocorre um acúmulo de proteínas que não se dobram ou funcionam como deveriam. Isso pode interferir no bom funcionamento celular e até mesmo desencadear doenças associadas à idade avançada. Proteínas são fundamentais para as atividades das nossas células, e qualquer falha nesse sistema de manutenção pode ter consequências para nossa saúde. Disfunção Mitocondrial Já ouviu aquela música “Mitocondria, mitocôndria é quem faz a respiração?” Bom, como o pulmão nos é essencial, também é a mitocôndria para a célula. As mitocôndrias atuam como geradores de energia para nossas células. À medida que envelhecemos, esses “geradores” começam a sofrer danos, resultando em menos energia para as células. Esse declínio na eficiência mitocondrial não só leva a uma diminuição da energia celular, mas também contribui para outros problemas associados ao envelhecimento. Portanto, sem mitocôndrias saudáveis e eficientes, nossas células não conseguem funcionar em seu potencial máximo, acelerando os sinais e sintomas do envelhecimento. Desgaste ou encurtamento dos telômeros Os telômeros, que são estruturas protetoras localizadas nas extremidades dos cromossomos, se tornam mais curtos e deteriorados ao longo do tempo, o que afeta a estabilidade dos cromossomos. Cada vez que uma célula se divide, os telômeros ficam um pouco mais curtos. Eventualmente, quando se tornam muito curtos, as células não podem se dividir de forma eficaz, levando a falhas e ao envelhecimento celular. Esse encurtamento dos telômeros está muito ligado ao processo de envelhecimento e à capacidade limitada das células de se regenerar ao longo do tempo. Senescência Celular À medida que envelhecemos, nosso corpo começa a acumular células senescentes, também conhecidas como “células zumbis”. É normal que células saudáveis sofram danos ao longo do tempo e, em vez de passar pelo processo natural de morte celular. As células zumbis persistem e liberam substâncias prejudiciais que podem afetar células vizinhas saudáveis. Por exemplo, o acúmulo dessas células na pele pode resultar em rugas. Nos vasos sanguíneos, podem torná-los mais rígidos, aumentando o risco de aterosclerose. No cérebro, podem contribuir para inflamação e sinais de envelhecimento. Instabilidade Genômica Outra principal características do envelhecimento celular é a Instabilidade genômica. Este processo reproduz falhas na replicação do DNA, quando ele se divide, resultando em mutações frequentes e danos no material genético das células. Por exemplo, uma pinta nova em sua pele, nada mais é do que uma célula danificada que está se replicando. Normalmente, nosso corpo é eficiente em reparar essas pequenas alterações. No entanto, com o tempo e o envelhecimento, a capacidade de reparar esses danos diminui, levando à instabilidade genômica. E é justamente essa instabilidade pode levar a mutações que, em alguns casos, podem promover o desenvolvimento de doenças relacionadas à idade, como o câncer. Exaustão de Células-Tronco Células-tronco são como recarregadores do nosso corpo, capazes de se transformar em vários tipos de células e auxiliar na renovação e reparação de tecidos. Com o passar do tempo, a medida que envelhecemos, a quantidade e a eficácia dessas células-tronco diminuem. Isso significa que nossa capacidade de regenerar e curar tecidos se reduz com o tempo, acelerando o processo de envelhecimento. Esse declínio também é um fator que contribui para muitas doenças relacionadas à idade, uma vez que a reposição de células saudáveis se torna menos eficiente. Deterioração da Comunicação Celular A comunicação entre as células é como uma rede telefônica que mantém nosso corpo funcionando em harmonia. Porém, à medida que envelhecemos, essa rede começa a apresentar falhas. As células podem começar a enviar sinais errados ou não receber mensagens corretamente, prejudicando o equilíbrio e funcionamento do organismo. Esse “ruído” na comunicação pode levar a problemas como resistência à insulina, inflamação e outros desequilíbrios que aceleram o envelhecimento. A pesquisa busca entender melhor essas falhas para criar maneiras de otimizar a comunicação celular à medida que envelhecemos. Outras propostas de causas do envelhecimento Em 2022, especialistas do mundo todo se reuniram para preencher as brechas deixadas por um estudo realizado quase uma década antes, em 2013, por López-Otin. Suas descobertas renovadas foram destaque na renomada revista científica Aging. Com isso, há outras novas propostas para as causas ou características do envelhecimento. São elas: Autofagia Anteriormente, acreditava-se que a autofagia, um mecanismo onde as células “limpam” componentes defeituosos, estava vinculada somente à proteostase. Contudo, novas análises sugerem uma distinção: enquanto a proteostase se concentra na manutenção das proteínas, a autofagia atua na reciclagem de organelas. Ambas são fundamentais, mas desempenham papéis diferentes no contexto do envelhecimento. Desregulação do Splicing: Entendendo o RNA Diferente da instabilidade genômica, que foca no DNA, e das alterações epigenéticas, que analisam a metilação do DNA, o splicing é um mecanismo de construção de RNA. Em indivíduos mais velhos, percebe-se uma falha nesse processo, destacando a importância de investigar essa desregulação. Microbioma A composição do microbioma intestinal muda à medida que envelhecemos. Mas o que veio primeiro: o envelhecimento ou as mudanças no microbioma? Esta é uma relação que merece uma atenção particular. Propriedades Mecânicas