Verrugas em cachorro idoso: quando é normal, quando se preocupar e como tratar

verruga em cachorro idoso

Tópicos Abordados

Com o envelhecimento, a pele do cachorro passa por mudanças naturais. O sistema imunológico se torna menos eficiente, a renovação celular fica mais lenta e pequenas alterações cutâneas começam a aparecer com mais frequência.

Por isso, verrugas em cachorro idoso são relativamente comuns e, em muitos casos, benignas. No entanto, nem toda verruga deve ser ignorada. Algumas podem indicar infecções virais, inflamações crônicas ou até tumores de pele.

A diferença entre algo simples e algo que merece investigação está na aparência, no crescimento e no comportamento da verruga ao longo do tempo.

O que causa verruga em cachorro idoso?

Em cães idosos, as verrugas podem ter diferentes origens. Algumas surgem por alterações benignas relacionadas ao envelhecimento da pele. Outras aparecem devido a infecções virais, como a papilomatose canina, ou a processos inflamatórios crônicos.

Também é importante considerar que nem toda verruga é realmente uma verruga. Tumores de pele, como adenomas sebáceos e mastocitomas, podem inicialmente se parecer com verrugas comuns.

Por isso, qualquer lesão nova, que cresce rapidamente ou muda de aspecto, deve ser avaliada.

Tipos de verrugas e lesões de pele em cachorro idoso

Quando surge uma “verruga” em um cachorro idoso, é importante saber que nem toda lesão elevada na pele é, de fato, uma verruga viral. O termo é usado de forma popular, mas clinicamente diferentes alterações podem ter aparência semelhante.

Em cães idosos, as principais possibilidades incluem verrugas virais, tumores benignos e, em alguns casos, tumores malignos de pele. A diferenciação visual nem sempre é possível sem avaliação veterinária.

Papilomatose canina

A papilomatose canina é causada por um vírus da família do papilomavírus e leva à formação de verrugas, geralmente com aspecto irregular, superfície rugosa e crescimento em “couve-flor”.

Ela é mais comum em cães jovens, mas pode surgir em cachorros idosos com queda da imunidade, especialmente quando o sistema imunológico já não consegue controlar o vírus de forma eficiente.

As lesões aparecem com maior frequência na boca, nos lábios, gengiva e, ocasionalmente, na face e ao redor dos olhos.

Adenoma sebáceo

O adenoma sebáceo é um tumor benigno, bastante comum em cães idosos. Ele se origina das glândulas sebáceas da pele e costuma ter aparência elevada, arredondada e, às vezes, com aspecto “verrucoso”.

Geralmente cresce lentamente e não causa dor, mas pode inflamar, sangrar ou infeccionar se sofrer atrito constante, como em regiões onde o cachorro coça ou esfrega com frequência.

Embora benigno, o adenoma sebáceo deve ser acompanhado, principalmente se houver mudanças rápidas de tamanho ou aparência.

Carcinoma de Células Escamosas (CCE)

O carcinoma de células escamosas é um tumor maligno de pele, mais comum em cães idosos, especialmente em áreas de pele clara ou com pouca pigmentação.

No início, pode se parecer com uma verruga ou ferida pequena, mas tende a evoluir para lesões ulceradas, dolorosas e de cicatrização difícil. Áreas como boca, lábios, pálpebras e focinho merecem atenção redobrada.

Por se tratar de uma neoplasia maligna, o diagnóstico precoce faz grande diferença no prognóstico.

Por que diferenciar os tipos de verruga é tão importante?

Em cães idosos, confiar apenas na aparência da lesão pode atrasar diagnósticos importantes. O que parece uma verruga simples pode ser um tumor benigno ou, em casos mais graves, uma neoplasia maligna.

A avaliação clínica, e quando necessário a biópsia, permitem definir a origem da lesão e escolher a melhor conduta, evitando tratamentos inadequados ou atrasos no cuidado.

Verruga preta em cachorro idoso: devo me preocupar? 

A verruga preta em cachorro idoso costuma gerar bastante apreensão nos tutores. Em muitos casos, essa coloração está relacionada ao acúmulo de melanina e pode indicar uma lesão benigna.

No entanto, verrugas escuras que aumentam de tamanho, sangram, ulceram ou se transformam em ferida exigem atenção imediata. Alterações de cor associadas a inflamação ou dor nunca devem ser ignoradas.

Pintas e verrugas

Pintas e verrugas em cães não são a mesma coisa, embora muitas vezes sejam confundidas por terem aparência semelhante.

As pintas costumam ser manchas escuras, geralmente marrons ou pretas, planas, com contornos bem definidos, tamanho pequeno e superfície lisa. Normalmente não causam dor, sangramento ou irritação e tendem a permanecer estáveis ao longo do tempo.

Já as verrugas podem ter diferentes origens. Algumas são benignas, como os adenomas sebáceos, comuns em cães mais velhos, ou os papilomas virais, mais frequentes em animais jovens. No entanto, há também verrugas que podem indicar alterações malignas, incluindo câncer de pele.

Por isso, sempre que surgir qualquer crescimento, mudança de cor, tamanho ou textura na pele do cão, a avaliação veterinária é essencial para diferenciar se a lesão é benigna, viral ou maligna e definir a melhor conduta.

Verruga em cachorro idoso na boca ou no rosto

Quando a verruga aparece na boca, na gengiva, nos lábios ou próxima aos olhos — como sob a sobrancelha — o cuidado deve ser redobrado.

Essas regiões são mais sensíveis e sujeitas a trauma constante. Verrugas na boca podem dificultar a alimentação, causar dor e sangrar com facilidade.

Além disso, verrugas orais estão mais frequentemente associadas à papilomatose canina, especialmente em cães com imunidade comprometida.

Verruga em cachorro idoso pode virar ferida?

Sim. Quando a verruga sofre atrito constante, infecção secundária ou inflamação, ela pode se romper e evoluir para uma ferida.

Em cães idosos, o processo de cicatrização costuma ser mais lento, o que aumenta o risco de infecção local. Verrugas que ulceram, apresentam secreção ou não cicatrizam, precisam ser avaliadas o quanto antes.

Verruga em cachorro idoso: como tratar?

O tratamento depende diretamente da causa da verruga.

Em muitos casos benignos, o veterinário pode optar apenas pelo acompanhamento. Já em situações em que há crescimento rápido, dor, sangramento ou interferência na qualidade de vida, a remoção pode ser indicada.

No caso da papilomatose canina, o tratamento costuma focar no suporte imunológico e no controle das lesões, já que a regressão pode ocorrer espontaneamente, embora mais lentamente em cães idosos.

Nunca se deve tentar cortar, queimar ou aplicar substâncias caseiras sobre a verruga, pois isso pode causar infecção grave.

Como cuidar de verrugas em cachorros idosos no dia a dia

O cuidado envolve observação constante. Mudanças no tamanho, cor, textura ou sensibilidade da verruga devem ser anotadas e comunicadas ao veterinário.

Manter a pele limpa, evitar que o cachorro lamba ou coce a região e garantir acompanhamento clínico regular fazem parte do manejo adequado.

Papilomatose canina tem cura?

Na maioria dos casos, a papilomatose canina não tem uma “cura” imediata, mas sim um controle. Em cães jovens, as verrugas costumam desaparecer sozinhas. Em cães idosos, o processo pode ser mais lento e exigir intervenções pontuais.

O prognóstico depende muito do estado geral de saúde e da resposta imunológica do animal.

Quando procurar o veterinário?

Qualquer verruga nova em cachorro idoso deve ser avaliada, especialmente se:

  • cresce rapidamente
  • muda de cor
  • sangra ou vira ferida
  • causa dor ou desconforto
  • aparece na boca ou próxima aos olhos

Nessas situações, a avaliação precoce evita complicações.

Como a PetMoreTime pode ajudar

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Disclaimer: As informações compartilhadas neste conteúdo têm caráter informativo e não substituem a orientação de um médico-veterinário. Cada pet é único, e recomendamos sempre uma avaliação profissional para decisões sobre saúde e bem-estar.