Presenciar uma convulsão no seu cachorro, principalmente se for a primeira vez, é algo que realmente pode assustar qualquer tutor ou responsável pelo animal. O episódio pode acontecer tanto em cães jovens quanto idosos, mas quando ocorre em um animal mais velho, a preocupação costuma ser ainda maior, já que nessa fase ele pode ter a saúde mais fragilizada.
Para quem nunca viu uma convulsão antes, a sensação é de que algo muito grave está acontecendo e, de fato, esse pode ser um sinal importante de alerta, pois existem várias causas possíveis por trás desse comportamento, desde alterações metabólicas e intoxicações até doenças neurológicas.
Quando o cão já é diagnosticado com epilepsia, o tutor geralmente reconhece o que está acontecendo, mas isso não significa que o momento deixe de ser angustiante.
Algumas convulsões podem durar mais tempo ou o cão pode demorar para recuperar a consciência e retomar seu comportamento normal, o que naturalmente gera grande apreensão.
“Por isso, independentemente da idade do pet ou do histórico de saúde, cada episódio merece atenção e avaliação adequada”, diz Rita Zuanaze, veterinária do Programa de Longevidade da PetMoreTime.
O que fazer quando um cachorro idoso está convulsionando
O momento da convulsão costuma gerar pânico no tutor, mas a conduta correta faz diferença tanto para a segurança do cachorro quanto para a evolução da crise.
Durante a convulsão, o mais importante é não interferir fisicamente no corpo do animal. Movimentos involuntários, rigidez muscular e perda de consciência fazem parte da crise, e tentar segurar, chacoalhar ou pegar no colo pode causar lesões.
O ideal é afastar objetos ao redor, reduzir estímulos como luz e barulho e proteger o animal de possíveis quedas ou traumas, até a convulsão cessar.
Sempre que possível, é importante tentar marcar o tempo da convulsão, pois a duração é uma informação clínica essencial para o veterinário.
Nunca se deve colocar a mão na boca do cachorro ou tentar puxar a língua. Diferente do que muitos acreditam, o cachorro não “engole a língua”, e essa atitude pode causar mordidas graves.
Após a crise, é comum o cachorro ficar desorientado, andar sem rumo, ter dificuldade em levantar, parecer cego temporariamente ou extremamente cansado. Nesse período, deixe-o descansando e confortável.
Depois, leve-o ao veterinário imediatamente.
O que é convulsão em cachorro
A convulsão é um evento neurológico causado por uma atividade elétrica anormal no cérebro. Essa descarga desorganizada interfere temporariamente no controle motor, na consciência e no comportamento do animal.
É importante entender que convulsão não é uma doença, mas sim um conjunto de sinais clínicos. Ela indica que algo está alterando o funcionamento normal do cérebro ou do organismo como um todo.
Em cães idosos, esse ponto é ainda mais relevante, pois muitas convulsões estão associadas a doenças adquiridas ao longo da vida.
Tipos de convulsão em cães
As convulsões podem se manifestar de formas diferentes. Algumas envolvem o corpo todo, com rigidez intensa, tremores e perda completa de consciência.
Outras são mais localizadas, afetando apenas parte da face, um membro ou causando espasmos musculares discretos.
Em cães idosos, convulsões focais ou crises parciais merecem atenção especial, pois frequentemente estão associadas a alterações estruturais no cérebro, como tumores ou sequelas vasculares.
Sintomas de convulsão em cachorro idoso
Os sinais de uma convulsão nem sempre se limitam ao momento da crise. Muitas vezes, o tutor percebe mudanças antes e depois do episódio.
Durante a convulsão, podem ocorrer:
- Tremores intensos;
- Espasmos musculares;
- Rigidez corporal;
- Movimentos involuntários das patas;
- Perda de consciência;
- Baba excessiva;
- Espuma na boca.
- O cachorro também pode urinar ou defecar involuntariamente
O que pode causar convulsão em cachorro idoso?
Diferente dos cães jovens, em que a epilepsia idiopática (primária e sem causa definida) é mais frequente, no cachorro idoso a convulsão geralmente está relacionada a doenças adquiridas.
Alterações cerebrais, como tumores, AVCs e processos inflamatórios, estão entre as causas mais comuns. Além disso, problemas metabólicos, especialmente alterações no fígado, nos rins ou nos níveis de glicose, também podem desencadear crises convulsivas.
Intoxicações, uso inadequado de medicamentos e até infecções sistêmicas podem interferir no funcionamento do sistema nervoso central, levando à convulsão.
Por isso, a primeira convulsão em um cachorro idoso nunca deve ser tratada como algo isolado ou “normal da idade” e deve ser avaliada por um veterinário especializado o mais cedo possível.
Tratamento da convulsão em cachorro idoso
O tratamento depende diretamente da causa identificada. Antes de pensar apenas em controlar a convulsão, é fundamental investigar por que ela está acontecendo.
Exames laboratoriais ajudam a identificar alterações metabólicas, enquanto exames de imagem permitem avaliar possíveis lesões cerebrais.
A partir disso, o veterinário define a estratégia mais adequada.
Remédio para convulsão em cachorro idoso
Não medique seu cachorro sem a orientação de um veterinário.
Medicamentos anticonvulsivantes, como fenobarbital, brometo de potássio ou levetiracetam, são frequentemente utilizados para controlar as crises. São medicamentos de uso controlado e necessitam obrigatoriamente de prescrição veterinária.
No entanto, é comum que alguns tutores relatem cachorro com convulsão mesmo tomando Gardenal, o que não significa, necessariamente, falha do tratamento.
Em muitos casos, é necessário ajustar doses, associar medicamentos ou tratar a causa de base para obter controle adequado das crises.
A medicação sem orientação veterinária ou a suspensão abrupta do remédio pode piorar significativamente o quadro das convulsões.
Convulsão em cachorro idoso tem cura?
A possibilidade de cura depende da causa da convulsão.
Em situações como intoxicações ou alterações metabólicas corrigíveis, o controle pode ser completo. Já em casos de tumores cerebrais ou doenças neurodegenerativas, o foco costuma ser o controle das crises e a preservação da qualidade de vida.
Mesmo quando não há cura, muitos cães idosos conseguem viver por anos com acompanhamento adequado e manejo correto.
Epilepsia em cachorro x convulsão: qual a relação?
Convulsão é o evento clínico. Enquanto a epilepsia é a condição em que essas convulsões se tornam recorrentes, sem uma causa metabólica ou estrutural reversível identificável.
A chamada epilepsia idiopática costuma surgir em cães jovens e de meia-idade. Em cães idosos, quando há convulsões recorrentes, geralmente falamos em epilepsia adquirida, associada a doenças cerebrais ou sistêmicas.
Essa distinção é importante porque impacta diretamente no prognóstico e na abordagem terapêutica.
Perguntas frequentes sobre convulsão em cachorro idoso
Quais as sequelas de uma convulsão em cachorro?
Convulsões prolongadas ou muito frequentes podem causar danos neurológicos, alterações comportamentais e piora progressiva do estado cognitivo, especialmente em cães idosos.
O que é bom dar para cachorro com convulsão?
Durante a crise, não se deve administrar nenhum alimento ou medicamento. O tratamento correto só deve ser iniciado após avaliação veterinária e diagnóstico da causa.
Quando a convulsão é preocupante?
Convulsões que duram mais de cinco minutos, se repetem no mesmo dia ou surgem pela primeira vez em um cachorro idoso são sempre consideradas preocupantes e exigem avaliação imediata.
Quanto tempo vive um cachorro com epilepsia?
O tempo de vida varia conforme a causa, a resposta ao tratamento e a frequência das crises. Muitos cães vivem por longos períodos quando o controle é adequado.
Convulsão em cachorro idoso pode matar?
Sim. Crises prolongadas, repetidas ou associadas a doenças graves podem levar a complicações sérias e até ao óbito, o que reforça a importância do diagnóstico precoce.
Cachorro sente dor durante a convulsão?
Na maioria dos casos, não. Durante a convulsão, o cachorro geralmente está com a consciência alterada ou ausente, o que reduz a percepção de dor. O desconforto costuma acontecer após a crise, quando ele pode ficar desorientado, muito cansado ou sentir dor caso tenha se machucado durante o episódio.
Como a PetMoreTime pode ajudar
A PetMoreTime acompanha o envelhecimento do cachorro de forma contínua.
Com monitoramento baseado em ciência, é possível agir antes que sinais silenciosos se transformem em crises graves.
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