Ração Sênior: Veja as melhores e entenda as diferenças

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Não é segredo para ninguém que a alimentação de um cão precisa acompanhar as mudanças que ocorrem ao longo da vida. Principalmente quando os cães envelhecem, suas necessidades nutricionais se alteram — e é aí que entra a chamada ração sênior. Este tipo de ração foi formulado para atender às exigências dos cães idosos, promovendo mais qualidade de vida e prevenção de doenças relacionadas à idade. O que é uma ração sênior? A ração sênior é um alimento desenvolvido especificamente para cães a partir da terceira idade. Ela apresenta uma formulação adaptada que leva em consideração as mudanças fisiológicas comuns no envelhecimento canino. Por exemplo, o metabolismo mais lento, redução na massa muscular, alterações na função renal e sensibilidade digestiva. Quando o cachorro precisa comer ração sênior? Não existe uma idade exata e única, pois isso depende do porte do animal: Esses valores são estimativas. O ideal é que a mudança de ração ocorra com base em uma avaliação veterinária, considerando o estado geral de saúde e os exames laboratoriais do pet. O que tem de diferente na ração sênior? As principais características das rações sênior incluem: Ração sênior serve para todo cachorro velho? Nem sempre. A transição para ração sênior deve considerar: Por isso, a recomendação é sempre consultar um veterinário para definir a melhor dieta. Rações sênior comuns no mercado Não vamos indicar marcas específicas, mas é importante saber que existem linhas variadas: Você encontrará marcas nacionais e internacionais com composições variadas. Em geral, as linhas premium têm ingredientes mais nobres, digestibilidade superior e menos aditivos artificiais. As melhores rações para cachorros idosos Embora a escolha da ração ideal deva sempre considerar as necessidades específicas de cada cão — como porte, histórico de saúde, nível de atividade e orientação veterinária — algumas marcas se destacam por oferecer fórmulas específicas para cães idosos, com foco em suporte articular, digestivo, imunológico e controle de peso. Abaixo, listamos algumas das opções mais reconhecidas no mercado brasileiro, com boa aceitação entre tutores e formulações voltadas para essa fase da vida: Essas rações são formuladas para ajudar a manter a vitalidade dos cães na terceira idade, com ingredientes como glicosamina, condroitina, antioxidantes e proteínas de alta digestibilidade. Lembre-se que a escolha deve ser feita com base em orientação profissional, considerando as características individuais do seu cão. Precisa mesmo trocar a ração? Se seu cão está envelhecendo, mas se alimenta bem, mantém peso ideal e está saudável, o veterinário pode sugerir apenas ajustes na quantidade da ração adulta. Porém, ao surgirem alterações como ganho de peso, dificuldade para andar, exames alterados ou queda na disposição, vale considerar a troca. Além disso, rações sênior são pensadas para retardar o aparecimento de doenças crônicas — portanto, também podem ser usadas como forma de prevenção. Ração sênior é mais cara? Nem sempre. Rações comerciais sênior têm preços próximos às adultas. Já as linhas premium e super premium tendem a ser mais caras, mas com maior concentração de nutrientes (o que pode compensar na porção e no custo-benefício). Ao considerar os custos, lembre-se que uma alimentação adequada pode evitar gastos com tratamentos futuros. O ideal é encontrar um equilíbrio entre qualidade, preço e necessidade do seu pet. A ração sênior foi formulada para ajudar os cães a envelhecerem com mais saúde e bem-estar.  Se seu cão já está na terceira idade, vale observar seu comportamento, peso, disposição e conversar com o veterinário sobre a possibilidade de mudança na dieta.  Escolher o alimento certo é um dos pilares da longevidade canina.

Tartaro em Cães: Tudo que você precisa saber

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O tártaro em cães é um problema muito comum e pode trazer sérias consequências para a saúde do pet se não for prevenido e tratado adequadamente.  Estima-se que mais de 80% dos cães com mais de 3 anos de idade apresentem alguma doença dental, principalmente doença periodontal, devido ao acúmulo de placa bacteriana e tártaro. Apesar de ser frequente, muitos tutores não percebem os sinais iniciais de tártaro, pois o problema se desenvolve de forma gradual. O que é o tártaro em cães? Tártaro (também chamado de cálculo dental) é a placa bacteriana endurecida que se forma nos dentes do cachorro devido ao acúmulo de restos de comida e à falta de higienização adequada. Inicialmente, após as refeições, bactérias naturalmente presentes na boca do animal formam uma película invisível chamada placa bacteriana sobre os dentes. Se essa placa não for removida regularmente (por exemplo, pela escovação), ela começa a se mineralizar com os sais presentes na saliva, transformando-se em tártaro – uma camada dura de cor amarelada ou marrom que adere firmemente ao dente. Diferentemente da placa mole, o tártaro é áspero e facilita ainda mais a aderência de novas bactérias e resíduos, criando um ciclo de acúmulo contínuo. Por que o tártaro se forma? A principal causa é a higiene bucal inadequada. Quando o tutor não escova os dentes do cachorro com frequência (idealmente todos os dias ou no mínimo 3 vezes por semana), a placa bacteriana tem tempo de se acumular e endurecer. Alguns fatores adicionais contribuem para a formação acelerada do tártaro: Alimentação macia ou inadequada Cães que comem só alimentos muito macios (como comida caseira, petiscos moles, pão, etc.) têm mais chance de acumular placa, pois esses alimentos não promovem atrito nos dentes. Já alimentos mais duros ou rações secas crocantes tendem a ajudar na limpeza mecânica dos dentes durante a mastigação. Rações de baixa qualidade ou muito macias favorecem o acúmulo de resíduos e bactérias, aumentando a formação de placas e tártaro. Predisposição individual e raça Mesmo com cuidados, alguns cães têm predisposição maior ao tártaro devido a fatores como o formato da boca e o pH bucal. Raças pequenas e cães de focinho curto (braquicefálicos) costumam apresentar tártaro mais precocemente. Isso ocorre porque dentes apinhados em bocas pequenas acumulam mais resíduos e também porque, em muitos casos, cães pequenos não recebem tanta escovação quanto deveriam. Além disso, a presença de dentes de leite que não caíram (persistência de decíduos) pode predispor ao acúmulo de placa em volta desses dentes. Vale lembrar que cada indivíduo é diferente: há cães grandes que têm muito tártaro e cães pequenos que quase não desenvolvem, variando conforme genética e cuidados. Idade O acúmulo é progressivo ao longo da vida. Cães mais velhos tendem a ter mais tártaro simplesmente porque tiveram mais tempo para a placa se formar, especialmente se os cuidados não foram constantes. Mais adiante, explicaremos em detalhe a partir de que idade os cães idosos podem perder dentes em função disso. Sintomas de tártaro nos dentes do cachorro Como identificar se seu cão está com tártaro? Felizmente, diferentemente de algumas doenças “ocultas”, o tártaro é visível a olho nu em muitos casos. Alguns sinais e sintomas indicam que há acúmulo de placa e tártaro nos dentes do pet: Veterinário examinando a boca do cão: é possível ver depósitos de tártaro (marrom-amarelados) na base dos dentes. Riscos e consequências do tártaro para o cão Algumas pessoas pensam que tártaro é apenas uma questão estética ou de mau hálito, mas na verdade os efeitos vão muito além disso. O tártaro é um indicador de doença periodontal em curso – uma infecção crônica na boca – que pode trazer várias complicações. Primeiramente, o tártaro irrita e inflama a gengiva (gengivite). Se não for removido, a inflamação progride para periodontite, que é a infecção dos tecidos de suporte dos dentes (ligamento periodontal e osso). Essa infecção crônica vai destruindo o osso e o ligamento que mantêm o dente firme. Com o tempo, os dentes ficam frouxos e podem cair ou precisar ser extraídos. Além disso há muita dor e dificuldade para comer. a inflamação periodontal é dolorosa. Imagine uma infecção no seu dente – dói para mastigar ou até mexer a boca. Podem ocorrer infecções severas na boca (abscessos). Em casos avançados, bactérias podem formar abscessos dentários (bolsas de pus) que causam inchaço facial, podendo drenar secreção próximo ao focinho ou olho do cão. O tártaro sem tratamento também pode resultar em bactérias na corrente sanguínea (bacteremia). A boca com doença periodontal libera constantemente bactérias na circulação sanguínea do animal. Essas bactérias podem se espalhar pelo corpo através do sangue (processo chamado bacteremia). O coração, rins e fígado são particularmente vulneráveis. As bactérias provenientes da boca podem se alojar nas válvulas do coração, causando endocardite bacteriana (infecção nas válvulas cardíacas). Podem também agravar problemas cardíacos existentes. Nos rins e fígado, os microorganismos e as toxinas liberadas pela infecção periodontal contribuem para inflamações e danos nesses órgãos. Um estudo veterinário encontrou uma associação significativa entre doença periodontal em cães e doenças cardíacas, indicando que cães com muito tártaro e infecção gengival têm maior propensão a desenvolver problemas no coração. Por que a limpeza profissional é necessária Bom, uma vez que o tártaro já se instalou nos dentes do cão, ele não pode ser removido com escovação ou métodos caseiros. Esse tártaro se fixa firmemente nos dentes e pode se estender até abaixo da gengiva. A única maneira segura e eficaz de eliminá-lo é com uma limpeza profissional feita pelo médico-veterinário, chamada de tartarectomia ou profilaxia dental. Lembre-se que a decisão de limpeza é definida por um profissional veterinário e não deve ser conduzida sem a orientação do profissional. Não faça em casa. Este texto é apenas informativo sobre o funcionamento da limpeza. Como funciona a limpeza de tártaro Durante o procedimento, o cachorro é anestesiado para garantir imobilidade e ausência de dor. Com o animal sedado, o veterinário utiliza um equipamento de ultrassom odontológico para quebrar e remover os depósitos de

Pancreatite Canina: Tempo de Recuperação, Sintomas e Tratamento

pancreatite canina

A pancreatite canina é uma doença grave que pode ocorrer em todos os tipos de cães. Essa inflamação do pâncreas é mais comum do que se imagina e pode causar muito desconforto ao seu pet. Mas calma! Com informação correta e cuidados adequados, muitos cães se recuperam completamente dessa condição. O que é Pancreatite Canina? A pancreatite canina é uma inflamação do pâncreas, um órgão super importante localizado no abdômen do seu cão. O pâncreas tem uma dupla função: produz enzimas digestivas que ajudam a quebrar os alimentos e também hormônios como a insulina, que controla o açúcar no sangue. Na pancreatite, algo dá errado e essas enzimas digestivas se ativam dentro do próprio pâncreas. É como se o órgão começasse a “se digerir”, causando uma inflamação dolorosa e perigosa. Imagine que as enzimas que deveriam trabalhar apenas no intestino acabam atacando o próprio pâncreas – por isso a dor é tão intensa. A doença pode se manifestar de duas formas principais. A pancreatite aguda surge de repente, geralmente após algum gatilho específico como uma refeição muito gordurosa e pode ser completamente reversível com o tratamento certo. Já a pancreatite crônica se desenvolve lentamente, com episódios repetidos que vão causando danos permanentes ao órgão ao longo do tempo. O que Causa Pancreatite em Cães? O que pode causar pancreatite canina? Muitas vezes, não há uma causa única e definida para a pancreatite em cães. Diversos casos são classificados como idiopáticos, ou seja, surgem sem uma razão aparente. Cães com sobrepeso ou obesidade também estão no grupo de risco. O excesso de gordura corporal bagunça o metabolismo e pode facilitar o aparecimento da inflamação. É mais um motivo para manter seu pet no peso ideal, não é mesmo? Algumas raças têm uma predisposição natural para desenvolver pancreatite. O Schnauzer Miniatura é o campeão nessa estatística infeliz, mas Yorkshire Terrier, Cocker Spaniel, Dachshund e Poodle também aparecem com mais frequência nos consultórios veterinários por esse motivo. Certos medicamentos podem ser gatilhos, especialmente corticoides e alguns antibióticos. Por isso é tão importante nunca medicar seu cão por conta própria – sempre consulte o veterinário antes de dar qualquer remédio. Outras doenças como diabetes, hipotireoidismo ou níveis altos de gordura no sangue também podem contribuir para o desenvolvimento da pancreatite. É como se o organismo já estivesse sobrecarregado e o pâncreas acabasse sendo mais uma vítima. Mas o que acontece exatamente dentro do corpo do cão? Em um cão saudável, o pâncreas produz enzimas digestivas que são transportadas em estado inativo até o intestino delgado. Lá, elas são ativadas para ajudar na digestão dos alimentos. Na pancreatite, essas enzimas acabam se ativando antes da hora, ainda dentro do pâncreas e começam a “digerir” o próprio órgão. Uma forma fácil de entender é imaginar uma cápsula de ação programada que estoura antes de chegar ao seu destino: as enzimas, que deveriam atuar no intestino, passam a causar danos no pâncreas. Essa “autodigestão” provoca a inflamação, dor e todos os outros sintomas que vemos na pancreatite canina. Embora fatores como gordura e certos medicamentos possam desencadear o problema, muitos casos acontecem de forma espontânea, sem uma causa claramente identificada. Sintomas da Pancreatite Canina Os sintomas podem variar muito – alguns cães ficam apenas mais quietinhos, enquanto outros apresentam um quadro dramático. O sinal mais comum é o vômito frequente. Seu cão pode vomitar várias vezes seguidas, mesmo com o estômago vazio, expelindo apenas bile amarela ou espuma branca. A dor abdominal é outro sintoma característico e um dos mais angustiantes de ver. Muitos cães adotam uma posição bem específica que chamamos de “posição de prece” – eles colocam o peito e as patas dianteiras no chão, mas mantêm o bumbum levantado. É a forma que encontram para aliviar a pressão na barriga. Quando você tenta tocar o abdômen, eles podem choramingar ou tentar se afastar. A perda de apetite vem junto com a náusea e o mal-estar. Mesmo aquele petisco favorito que sempre funciona, pode ser completamente ignorado. A diarreia também é muito comum e as fezes podem ter um aspecto oleoso ou brilhante devido à má digestão das gorduras. Seu cão pode ficar muito apático e fraco, dormindo mais que o normal e mostrando pouco interesse pelas atividades habituais. A desidratação acontece rapidamente devido aos vômitos e diarreia; além disso, você pode notar as gengivas mais secas e os olhos ligeiramente fundos. Tem Cura a Pancreatite em Cachorro? Esta é provavelmente a pergunta que mais angustia os tutores e tenho boas notícias para você. A pancreatite aguda, sendo leve a moderada, tem sim cura completa! Com o tratamento adequado e iniciado rapidamente, o pâncreas consegue se recuperar totalmente e seu cão volta ao normal sem nenhuma sequela. A chave está na rapidez do diagnóstico e do início do tratamento. Quanto mais cedo você levar seu pet ao veterinário, maiores são as chances de uma recuperação completa. Por isso, se você notar vômitos frequentes acompanhados de dor abdominal, não hesite e procure ajuda profissional imediatamente. Os casos mais graves podem deixar algumas sequelas, como diabetes (se as células produtoras de insulina forem muito danificadas) ou insuficiência pancreática (quando o órgão não consegue mais produzir enzimas digestivas suficientes). Mas mesmo nessas situações, com o acompanhamento veterinário adequado, seu cão pode ter uma excelente qualidade de vida. A pancreatite crônica requer cuidados contínuos, mas não é uma sentença de sofrimento. Muitos cães vivem anos felizes e saudáveis com o manejo correto da condição. O importante é seguir à risca as orientações do veterinário e manter a disciplina com a dieta e medicações. Quanto Tempo Dura uma Pancreatite Canina? Varia bastante dependendo da gravidade do caso e de como cada animal responde ao tratamento. Nos casos leves a moderados, você pode esperar uma melhora significativa já nos primeiros dias. Muitos cães começam a mostrar sinais de recuperação entre 2 a 5 dias após o início do tratamento e a recuperação completa geralmente acontece em 1 a 2 semanas.  Os casos graves são mais desafiadores e requerem mais paciência.

Hipotireoidismo em Cães: Raças, Sintomas e Tratamentos

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O hipotireoidismo, em cães, ocorre quando a glândula da tireoidenão está produzindo a quantidade suficiente de hormônios, principalmente o T3 e o T4. Essa doença, também comum em humanos, é comum em cachorros, especialmente em cães de raça com pré-disposição à doença, como por exemplo Golden Retriever, Doberman, Pinscher Standard, Terrier Tibetano, Boxer e Malamute do Alasca. Se você desconfia que seu cão possa estar com hipotireoidismo, leve-o ao veterinário assim que possível. Se não for tratado em tempo hábil, o cão pode entrar em coma mixedematoso – uma emergência que causa hipotermia, pressão baixa e pode ser fatal. Quais os sintomas de hipotireoidismo em cães? O hipotireoidismo é um problema hormonal que afeta muitos cães, especialmente de meia-idade a idosos. Ele acontece quando a tireoide, uma glândula localizada no pescoço, produz hormônios em menores quantidades do que o necessário. Esses hormônios são responsáveis por controlar o metabolismo do corpo. Os sintomas mais comuns são: Cansaço e apatia O cão fica mais parado, dorme muito e perde o interesse por brincadeiras e caminhadas. Ganho de peso sem comer mais Mesmo comendo a mesma quantidade, o cão engorda com facilidade. Intolerância ao frio O pet sente mais frio que o normal e busca lugares quentinhos. Problemas de pele e pelos Queda de pelos (principalmente nas laterais do corpo e na cauda), pelos mais secos e quebradiços, pele escura ou com aspecto oleoso, além de infecções de pele frequentes. Alterações neurológicas (mais raras) Alguns cães podem ter fraqueza nas pernas, andar arrastando as patas ou até apresentar crises convulsivas. Se o seu cachorro tem vários desses sintomas, o ideal é procurar um veterinário. Causas do hipotireoidismo em cães O hipotireoidismo pode ter diferentes causas, mas em mais de 90% dos casos, o problema é da própria glândula tireoide (chamado de hipotireoidismo primário). As principais causas são: O próprio sistema imunológico do cão ataca a tireoide, destruindo suas células. A glândula vai diminuindo e perdendo a capacidade de produzir hormônios. Em casos mais raros, o problema pode vir de outra região do cérebro (hipófise), que é quem “dá o comando” para a tireoide funcionar (hipotireoidismo secundário). Uma pesquisa destacou que o risco de ter hipotireoidismo em cães aumenta com a idade, com cachorros de 11 a 13 anos tendo 4,54 vezes mais risco de hipotireoidismo versus cães de 5 a 7 anos. Além disso, esse risco cresce quando o peso corporal desses cães aumenta. Como o veterinário diagnostica o hipotireoidismo? O diagnóstico é feito com base nos sintomas e em exames de sangue específicos. Os principais exames são: O veterinário também pode pedir exames complementares, como hemograma e perfil de colesterol. Como tratar o hipotireoidismo em cachorro? O tratamento é simples e costuma trazer ótimos resultados. Consiste em dar ao cão um hormônio sintético chamado levotiroxina, que substitui o que a tireoide deixou de produzir. Como é a medicação? A levotiroxina é dada via oral, geralmente duas vezes ao dia, pelo resto da vida. Quando aparecem os resultados? Os primeiros sinais de melhora surgem após 2 a 4 semanas de tratamento. O cão volta a ter energia, o apetite e o humor melhoram, e os pelos começam a crescer de novo em algumas semanas. O veterinário fará exames de controle regularmente para ajustar a dose e garantir que o tratamento esteja funcionando. O hipotireoidismo em cães tem cura? O hipotireoidismo não tem cura definitiva, mas com o tratamento certo, o cão pode ter uma vida completamente normal e saudável. Basta seguir corretamente a medicação e fazer os acompanhamentos veterinários. Interromper o tratamento pode fazer os sintomas voltarem, então é importante manter o cuidado ao longo da vida. Raças com maior risco de Hipotireoidismo O hipotireoidismo é mais comum em cães de porte médio a grande, mas algumas raças têm predisposição genética à doença. As mais afetadas incluem: Estudos confirmam que essas raças têm risco acima da média, enquanto cães de pequeno porte (como Pug, Bulldog Francês e Yorkshire Terrier) e SRDs (vira-latas) são menos afetados. O que é a Síndrome de Cushing em cachorro? (E como diferenciar do hipotireoidismo) A Síndrome de Cushing, também chamada de hiperadrenocorticismo, é uma doença hormonal que afeta a produção de cortisol, conhecido como o “hormônio do estresse”. Enquanto o hipotireoidismo acontece por falta de hormônios da tireoide, o Cushing é causado pelo excesso de cortisol no organismo. Esse excesso pode ocorrer por duas razões principais: a mais comum é um problema na hipófise, uma glândula no cérebro que começa a estimular demais as glândulas adrenais.  A outra possibilidade, menos frequente, é a presença de um tumor nas próprias adrenais, que faz com que elas produzam cortisol em excesso por conta própria. Os sintomas do Cushing também afetam o metabolismo e a pele dos cães, mas de forma bem diferente do hipotireoidismo.  Os cães com Cushing costumam ter muita sede e urinar em grande quantidade, a ponto de, muitas vezes, não conseguirem segurar o xixi. Também é comum o animal ter fome exagerada, ficando obcecado por comida. Outro sinal típico é a barriga inchada e flácida, chamada de abdômen pendular, que acontece por fraqueza muscular e acúmulo de gordura na região abdominal. Na pele e na pelagem, o cão com Cushing costuma apresentar queda de pelos generalizada, pele mais fina e frágil (facilmente machuca e forma hematomas), além de maior predisposição a infecções de pele. É comum os tutores perceberem que o cão está mais ofegante mesmo em repouso, por conta dos efeitos do cortisol no sistema respiratório. Por serem doenças hormonais que afetam a pele e o peso, muitas vezes o Cushing e o hipotireoidismo podem ser confundidos.  Mas, de forma geral, o cão com hipotireoidismo fica lento e ganha peso “sem comer mais”, enquanto o cão com Cushing fica agitado, come muito, bebe muita água e urina muito. Além disso, o abdômen distendido e a pele fina são características mais típicas do Cushing. O diagnóstico correto só pode ser feito pelo veterinário, através de exames hormonais específicos.  Por isso, se o seu cão apresenta sintomas

Descubra qual raça de cachorro vive mais

Descubra qual raça de cachorro vive mais

Novas pistas sobre longevidade canina e o que você pode fazer para dar mais tempo de qualidade ao seu pet Uma análise inédita com mais de 500 mil cães monitorados no Reino Unido acaba de atualizar o ranking das raças que vivem por mais tempo – e, de quebra, reforça cuidados essenciais que todo tutor deve adotar.  A pesquisa, liderada pela cientista de dados Kirsten McMillan e publicada na Scientific Reports em 2024, revela que tamanho corporal, formato do focinho e sexo pesam muito na expectativa de vida canina. Depois de peneirar meio milhão de prontuários, a equipe encontrou uma mediana geral de 12,5 anos para todos os cães – mas as curvas se separam logo depois do primeiro decimal. Raças puras agora saem ligeiramente na frente dos cruzamentos: 12,7 anos contra 12,0 anos, diferença estatisticamente significativa.  Esse dado surpreende porque contraria a velha crença no “vigor híbrido” que, em teoria, protegeria mestiços de genes ruins. O sexo continua fazendo pequena diferença: fêmeas chegam a 12,7 anos, machos ficam em 12,4 anos. Já o porte confirma a lógica biomecânica: cães pequenos vivem cerca de 12,7 anos, médios 12,5 e grandes 11,9 anos.  Mas o formato do focinho impõe um corte ainda mais visível: braquicefálicos, mesmo entre pequenos e médios, ficam em 11,2 anos, quase 1,5 ano abaixo da média global Qual raça de cachorro vive mais? Na ponta da vitalidade, aparecem raças pequenas de focinho longo ou intermediário. A campeã absoluta é o Lancashire Heeler (15,4 anos), seguido pelo Tibetan Spaniel (15,2 anos) e pelo Shiba Inu (14,6 anos). Logo atrás vêm Papillon, Lakeland Terrier, Schipperke, Border Terrier, Italian Greyhound e Dachshund Miniatura, todos com medianas de 14 anos ou pouco mais e riscos de morte precoce 30–50 % menores que a referência de cruzados  No extremo oposto estão raças gigantes ou braquicefálicas pesadas. O pior resultado ficou com o Caucasian Shepherd Dog (5,4 anos), seguido de Presa Canario (7,7) e Cane Corso (8,1). Mastiffs em geral, São Bernardo e Bloodhound não passam muito de 9 anos, enquanto Bulldog Inglês e Bulldog Francês, apesar de menores, estacionam na mediana de 9,8 anos, com riscos de morte precoce até 2,2 vezes maiores que um cão cruzado médio  Como fazer seu cão viver mais?  Se por um lado a genética coloca algumas cartas na mesa, por outro, nosso estilo de cuidado pode virar o jogo — e não estamos falando de nenhum segredo guardado a sete chaves.  Check-ups regulares A lição número um é manter check-ups regulares. Um cão saudável e jovem deve visitar o veterinário pelo menos uma vez por ano; já adultos idosos ou braquicefálicos merecem uma avaliação semestral, para flagrar cedo alterações cardíacas, respiratórias ou dentárias.  Saúde Bucal Nesse ponto, convém lembrar que a saúde bucal, muitas vezes subestimada, tem impacto direto nas demais: gengivite crônica e acúmulo de tártaro podem desencadear bactérias na corrente sanguínea, prejudicando fígado, rins e coração.  Escovar os dentes do seu cão algumas vezes por semana e investir em brinquedos mastigáveis que auxiliam na limpeza natural são atitudes simples, mas poderosas. Alimentação saudável A alimentação vem logo em seguida como pilar de longevidade. Rações premium balanceadas, dietas naturais formuladas por nutricionistas veterinários ou combinações das duas abordagens reduzem o risco de obesidade e fornecem antioxidantes que combatem o envelhecimento celular.  Petiscos ultraprocessados, ricos em sódio e corantes, devem ser exceção, não regra. Alguns tutores, temendo “agradar” o cão, oferecem restos de mesa ou pãozinho na padaria,  mas é justamente essa prática que abre a porta para diabetes, sobrepeso e pancreatite — doenças que encurtam a vida e pioram drasticamente o bem-estar do animal. Exercício físico  O terceiro pilar é o exercício físico, adaptado a idade, clima e condição individual.  Cães atléticos como Border Collies ou Whippets precisam de sessões diárias de corrida moderada para manter a musculatura em forma e gastar energia mental; já Buldogues, Pugs e cães idosos se beneficiam mais de caminhadas curtas em horários frescos, combinadas a momentos de estimulação cognitiva, como brinquedos de estratégia ou adestramento leve.  O importante é encontrar o ponto de equilíbrio entre cansaço saudável e sobrecarga. Mesmo para raças que não nasceram para maratonar, o movimento cotidiano previne artrose, mantém a pressão arterial sob controle e libera endorfinas que combatem depressão e ansiedade canina — sim, eles também sentem! Gerenciamento de peso Por fim, mas não menos decisivo, está o gerenciamento de peso.  Um estudo da Universidade de Liverpool calculou que cães acima do peso ideal podem perder até dois anos de expectativa de vida em comparação a cães magros. E não é só o relógio que corre mais rápido: a qualidade desses anos extras também despenca, porque o excesso de gordura pressiona as articulações, acelera a degeneração cardíaca e piora patologias respiratórias preexistentes. Aqui, a orientação do veterinário é imprescindível para ajustar porções, escolher dietas de controle calórico e instituir atividades físicas seguras. Por fim… A pesquisa reforça verdades que, no fundo, todos nós conhecemos instintivamente: assim como entre os humanos, viver muito não é obra do acaso ou de uma fonte da juventude escondida no quintal, e sim o resultado de uma combinação de genética razoavelmente favorável com atitudes diárias consistentes.  Raças como Lancashire Heeler, Spaniel Tibetano e Dachshund Miniatura contam, sim, com uma vantagem biológica — mas essa vantagem se concretiza apenas quando recebe combustível de qualidade, revisões periódicas no veterinário e a dose certa de movimento e afeto. Portanto, se você quer que seu cãozinho não apenas some anos ao calendário, mas permaneça correndo atrás da bolinha, abanando o rabo e distribuindo lambidas em seus velhos e bons 12, 14 ou mesmo 16 anos de idade, a receita está ao seu alcance: prevenção, equilíbrio na dieta e exercícios, além de atenção redobrada às particularidades da raça que mora na sua casa.

Doença de Cushing em Cães: Sintomas, Tratamentos e mais

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A doença de Cushing, também conhecida como síndrome de Cushing ou hiperadrenocorticismo, é uma condição grave que pode afetar profundamente a saúde e o bem-estar dos nossos amigos de quatro patas. Ela é causada pelo excesso de cortisol no organismo do cão, um hormônio importante, mas que em grande quantidade pode causar diversos problemas. O que é a doença de Cushing em cães? A doença de Cushing ocorre quando o corpo do cão produz cortisol em excesso. O cortisol é um hormônio ligado ao estresse, que regula várias funções do organismo, como metabolismo, sistema imunológico e pressão arterial. Quando ele está desregulado, pode levar a sintomas diversos e graves. Sintomas da doença Os sintomas costumam aparecer de forma lenta e sutil, mas com o tempo se tornam mais evidentes: Se seu cão apresentar dois ou mais desses sinais, procure um veterinário. Causas da doença de Cushing em cães As causas mais comuns incluem: Em geral, os tumores são benignos, mas mesmo assim causam desregulações hormonais importantes. Raças com maior predisposição Algumas raças têm maior chance de desenvolver a doença: Cães com mais de 6 anos também são mais propensos. Como é feito o diagnóstico? O veterinário fará exames clínicos e laboratoriais: Tratamentos para doença de Cushing em cães Tratamento medicamentoso É o mais comum, feito com remédios como trilostano ou mitotano, que controlam a produção de cortisol. O tratamento costuma ser vitalício e requer acompanhamento frequente. Cirurgia Indicada principalmente em casos de tumor adrenal localizado. A cirurgia pode curar o cão, mas é delicada e feita apenas em centros especializados. Cuidados com Cushing iatrogênico Envolve reduzir ou parar o uso de corticoides de forma gradual, sempre com orientação veterinária. Cuidados diários Expectativa de vida de um cão com Cushing Com tratamento adequado, muitos cães vivem bem por 2 a 4 anos após o diagnóstico. Alguns vivem tanto quanto viveriam sem a doença, especialmente se o controle for eficaz. Riscos e complicações se não tratada Sem tratamento, a doença pode causar: Dúvidas frequentes Quais os principais sintomas? Sede e fome muito grandes, queda de pelos, barriga inchada, urina frequente, fraqueza e mudanças de comportamento. Quanto tempo vive um cão com Cushing? Cerca de 2 a 4 anos após o diagnóstico, mas pode viver mais se bem tratado, dependendo da condição do cachorro. Tem cura? Depende. Em casos de tumor adrenal removido com sucesso, pode haver cura. Nos demais, o tratamento é para controle. Cães com Cushing sofrem? Infelizmente isso dependerá da condição do cão e da gravidade dos sintomas. Com tratamento adequado, a qualidade de vida pode ser muito boa. Como prevenir a doença de Cushing em cães Infelizmente, não há uma forma garantida de prevenir todos os tipos da doença de Cushing, já que muitas vezes ela está relacionada a fatores genéticos ou ao envelhecimento natural.  No entanto, algumas atitudes podem ajudar a reduzir os riscos ou favorecer um diagnóstico precoce: A doença de Cushing é séria, mas com acompanhamento veterinário e os cuidados certos, é possível oferecer ao seu cão uma vida feliz. Se você notou sintomas, procure ajuda especializada o quanto antes. O amor e a dedicação do tutor fazem toda a diferença!

Como cortar unha de cachorro?

Como cortar unha de cachorro

Manter as unhas do seu cão vai além da questão estética – trata-se de uma questão de saúde e conforto. Da mesma forma que precisamos cortar nossas unhas regularmente, os cães também necessitam desse cuidado para viver com conforto e prevenir complicações graves. As unhas longas podem parecer apenas um pormenor, mas na realidade representam vários perigos. Quando se tornam muito grandes e começam a tocar o chão a cada passo, exercem uma pressão contínua sobre os dedos e as articulações do animal.  Ao longo do tempo, isso pode resultar em dores, alterações na postura e até mudanças duradouras na maneira de caminhar.  Ademais, unhas compridas diminuem o contato das almofadas das patas, conhecidas como coxins, com o chão.  Essa ausência de aderência afeta o equilíbrio do seu cão, levando-o a deslizar mais facilmente, principalmente em superfícies lisas. Em situações mais sérias, as unhas do animal podem se dobrar e perfurar suas próprias patas, provocando lesões dolorosas e perigo de infecção.  É importante lembrar do ergôt – o “dedinho extra” que muitos cães possuem nas patas da frente.  Devido ao seu crescimento rápido, essa unha pode se enroscar em tecidos ou até mesmo ferir a pata do animal se não for regularmente aparada. E tem mais: unhas afiadas são verdadeiras armas acidentais. Durante brincadeiras ou mesmo num simples cumprimento, seu cachorro pode arranhar você, outros animais ou até mesmo danificar móveis e sofás sem querer. Por todos esses motivos, manter as unhas do seu companheiro bem aparadas deve ser parte essencial da rotina de cuidados.  Sinais de que está na hora de cortar Preparação para cortar as unhas  Cortar as unhas do seu cachorro em casa pode ser simples e seguro, desde que você esteja bem preparado. Reunir os equipamentos certos e escolher o ambiente adequado faz toda a diferença para que a experiência seja tranquila – tanto para você quanto para o pet. Materiais Necessários *Nunca use cortadores de unha humanos – eles não têm a resistência e o formato adequados e podem machucar o animal. Pode ser usada para alisar as pontas após o corte ou até mesmo no lugar do cortador, se você tem medo de cortar demais. Existem lixas manuais e elétricas (lixadores giratórios), que desgastam a unha aos poucos e reduzem o risco de atingir o “sabugo” (parte sensível da unha). Fundamental para estancar sangramentos caso você corte acidentalmente o sabugo. Encontrado em pet shops, mas farinha de trigo ou amido de milho podem ser alternativas caseiras em emergências. Ofereça agrados durante e após o corte para associar o momento a algo positivo. Isso ajuda o cão a ficar mais calmo nas próximas vezes. Para cães pequenos ou agitados, enrolá-los suavemente em uma toalha (deixando apenas a pata de fora) pode ajudar a evitar movimentos bruscos. Se o cão tende a morder quando estressado, use uma focinheira introduzida de forma positiva (coloque por curtos períodos e recompense antes mesmo de começar o corte). Ambiente ideal Escolha um local tranquilo, sem distrações (evite áreas com movimento de pessoas ou outros pets). Boa iluminação (luz natural ou uma lanterna direcionada) para enxergar bem as unhas, principalmente em cães com unhas escuras. Escolha um horário em que o cão esteja relaxado – após um passeio ou brincadeira, quando ele estiver mais cansado. Com tudo preparado, você estará pronto para realizar o corte com segurança e minimizar o estresse do seu amigo peludo.  Como cortar unha de cachorro O segredo está em criar um ambiente tranquilo, conhecer a anatomia da unha canina e seguir um método paciente.  1. Posicione o cão com conforto Comece acomodando seu pet de maneira segura. Para cães pequenos, sente-se com ele no colo ou em uma mesa coberta com um tapete antiderrapante.  Se necessário, envolva-o levemente em uma toalha, deixando apenas uma pata de fora por vez.  Para cães médios ou grandes, faça-o deitar de lado no chão em um local tranquilo. Se o animal for muito agitado, peça ajuda a alguém para distraí-lo com petiscos ou carinhos enquanto você trabalha. 2. Acostume o cão ao toque nas patas Antes de começar, dedique alguns minutos para acalmar seu cachorro. Faça carinhos e segure suas patinhas sem pressa, recompensando-o com biscoitos.  Esse treino diário ajuda o pet a associar o manuseio das patas a experiências positivas. Se ele ficar nervoso, interrompa e tente novamente em outro momento. 3. Identifique o “Sabugo” (Parte viva da unha) 4. Corte na angulação correta Posicione o cortador em um ângulo de 45 graus em relação à unha, evitando cortes retos. Isso previne lascas e mantém o formato natural.  Segure a pata firmemente (sem apertar demais) e isole um dedo por vez, afastando os pelos para evitar acidentes. 5. Corte sem pressa Use um movimento decisivo para evitar “mastigar” a unha, o que pode causar desconforto. Para unhas escuras, vá cortando camadas finas e verifique a cada etapa. Se o cão se mexer, pare e acalme-o antes de continuar. 6. Lixe as pontas Após o corte, use uma lixa para cães (manual ou elétrica) para suavizar arestas. Isso evita que as unhas arranhem acidentalmente e dá um acabamento mais natural. 7. Recompense e crie uma experiência positiva Após cada pata cortada, ofereça um petisco e elogie bastante. Se o cão ficar muito estressado, interrompa e retome no dia seguinte. O objetivo é que ele associe o processo a algo prazeroso. Acidentes acontecem! Se a unha sangrar: Não tente cortar todas as unhas de uma vez se o cão for ansioso. Comece com uma ou duas por dia, aumentando gradualmente. Com paciência, essa tarefa se tornará parte da rotina sem traumas. Lembre-se: unhas bem cuidadas evitam dores, problemas de postura e acidentes. Se sentir insegurança, consulte um veterinário ou profissional especializado para demonstrar a técnica. Dicas extras para cortar com segurança A parte que se curva para baixo (formando um “gancho”) geralmente não contém sabugo. Corte apenas essa ponta curvada, evitando a base mais reta próxima ao dedo. Se estiver em dúvida, pare antes do que acha seguro. Você pode

Leishmaniose Canina: Tratamentos, Sintomas e Dúvidas Comuns

leishmaniose canina

A leishmaniose canina (conhecida como calazar em alguns lugares) é uma doença perigosa que atinge principalmente os cães, mas também pode afetar outros animais e até seres humanos. Ela é causada por um parasita chamado Leishmania, que prejudica o sistema imunológico do pet. De acordo com o Informe Epidemiológico de Leishmanioses das Américas, o Brasil registrou 12.878 casos da doença em 2022, com tendência de crescimento entre 2023 e 2024. Pesquisadores da Fiocruz reforçam o alerta: o número de cães infectados também está aumentando em todo o país. No Brasil, quase todos os casos em cães são do tipo leishmaniose visceral, provocada pela espécie Leishmania infantum. Essa é uma doença grave, que se desenvolve lentamente e, se não for tratada, pode levar à morte tanto dos animais quanto das pessoas. Por isso, é um problema importante para a saúde pública. O que é leishmaniose canina? A leishmaniose canina é uma doença grave causada por um parasita microscópico chamado Leishmania. Esse invasor entra no corpo do cachorro pela picada de um mosquito infectado (conhecido como mosquito-palha, birigui ou cangalhinha, dependendo da região). Uma vez dentro do organismo, o parasita ataca as células de defesa do cão e se multiplica, espalhando-se para órgãos importantes como: Existem dois tipos principais de leishmaniose: Por que é preocupante? É uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida para humanos (mas não passa diretamente do cão para a pessoa – só pelo mosquito infectado). Se não for tratada, pode ser fatal tanto para os animais quanto para os humanos. Nos cães, a doença é crônica e difícil de controlar, mas com cuidados, é possível melhorar a qualidade de vida do pet. Sintomas da leishmaniose canina A leishmaniose canina é uma doença traiçoeira porque muitos cães infectados não apresentam sintomas por meses ou até anos. Quando os sinais aparecem, podem variar bastante, já que a doença afeta vários órgãos. Principais sintomas que o tutor pode observar: Problemas de pele Unhas anormais e patas inflamadas Perda de peso e fraqueza Febre e inchaços Problemas oculares Sangramentos e outros sinais graves Dificuldade para andar Importante: Alguns cães que estão infectados, não mostram sintomas, mas ainda podem transmitir a doença se forem picados pelo mosquito. Em regiões onde a leishmaniose é comum, exames periódicos são essenciais mesmo que o pet pareça saudável. Se o seu cachorro apresentar algum desses sinais, consulte um veterinário urgentemente! Quanto antes for diagnosticado, melhor a chance de controle da doença. Transmissão da leishmaniose canina (passa para humanos?) A leishmaniose não é transmitida diretamente do cão para pessoas ou entre animais.  O contágio só acontece por meio da picada de um mosquito infectado – no Brasil, o principal transmissor é o mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis). Como ocorre o ciclo de transmissão? Cães são os principais reservatórios urbanos – Quanto mais cães infectados em uma região, maior o risco de transmissão para humanos, se houver mosquitos por perto. Não pega por contato direto – Não adianta evitar abraçar ou beijar o cão: a doença só se espalha pela picada do mosquito. Pode passar para humanos? Sim, mas apenas se um mosquito picar um cão doente e depois uma pessoa. Casos raros (fora do comum): O maior perigo está no mosquito-palha. Por isso, proteger o cão com repelentes e vacinas é a melhor forma de evitar a doença em pets e humanos. Diagnóstico da leishmaniose canina (teste rápido e exames) Se o seu cão apresenta sintomas suspeitos de leishmaniose ou vive em uma região onde a doença é comum, é essencial levá-lo ao veterinário para exames específicos. O diagnóstico precoce aumenta as chances de controlar a infecção e evitar complicações graves. Principais métodos de diagnóstico: Teste rápido (imunocromatografia) Funciona como um “teste de farmácia” – usa uma gota de sangue do cão para detectar anticorpos contra a Leishmania. Resultado em minutos, útil para triagem inicial. Limitação: Pode dar falso negativo em casos recentes ou com baixa carga parasitária. Sorologia (ELISA/RIFI) Detecta anticorpos no sangue com maior precisão que o teste rápido. ELISA e RIFI são exames laboratoriais mais sensíveis, usados para confirmar resultados duvidosos. Atenção: Infecções muito iniciais podem não ser detectadas, pois o corpo ainda não produziu anticorpos suficientes. Exame parasitológico (citologia/biópsia) Coleta-se amostras de linfonodos, medula óssea, baço ou pele para visualizar o parasita no microscópio. Se o protozoário for encontrado, o diagnóstico é confirmado definitivamente. Desafio: Em infecções leves, pode não haver parasitas suficientes na amostra, levando a um falso negativo. PCR (teste molecular) Identifica o DNA do parasita no sangue ou tecidos, mesmo antes da produção de anticorpos. Mais sensível para detecção precoce, mas também pode falhar se a carga parasitária for baixa na amostra analisada. Nenhum exame é 100% infalível! Por isso, o veterinário avalia: Se houver suspeita forte, mas os exames forem negativos, o profissional pode repeti-los após algumas semanas. Por que o diagnóstico correto é tão importante? Para iniciar o tratamento quanto antes e melhorar a qualidade de vida do cão. Para reduzir o risco de transmissão, já que cães doentes podem infectar mosquitos, que então transmitem a doença a outros animais e humanos. Se notar qualquer sinal suspeito, não espere – consulte um veterinário! Tratamento: como tratar a leishmaniose canina Até poucos anos atrás, cães com leishmaniose eram, infelizmente, condenados à eutanásia. Isso porque a doença não tem cura definitiva e representa risco de transmissão.  Mas desde 2016, esse cenário começou a mudar com a liberação, no Brasil, do primeiro medicamento veterinário autorizado para o tratamento da leishmaniose canina: a miltefosina (Milteforan®). O tratamento, feito exclusivamente sob prescrição veterinária, tem como objetivo controlar os sintomas e reduzir a carga do parasita no corpo do cão, proporcionando mais qualidade de vida e diminuindo o risco de o animal infectar novos mosquitos. Isso é chamado de cura clínica ou cura epidemiológica — o cão melhora, mas a doença não é eliminada completamente. Por isso, ele pode ter recaídas e continuará precisando de acompanhamento. A terapia inclui: Outros medicamentos podem ser usados conforme o estado do cão (como pomadas para pele ou remédios para

Como escovar dentes do Cachorro? Um Guia

Como escovar dentes do Cachorro

Você sabia que 90% dos pets podem desenvolver problemas dentários ao longo da vida? A falta de higiene bucal pode causar placa bacteriana, tártaro, mau hálito e até doenças graves que afetam o coração, rins e fígado do seu amigo de quatro patas.  A boa notícia é que, com escovação regular e cuidados simples, você pode evitar esses problemas. Neste blog, vamos aprender como escovar os dentes de um cachorro. Você pode até pensar que somente cachorros idosos podem desenvolver estes problemas, mas outro dado relevante mostra que aproximadamente 80% dos cães e gatos desenvolvem algum problema bucal após completarem três anos de idade. Ou seja, é hora de se atentar.  Como escovar os dentes do cachorro? Manter a saúde bucal do seu cachorro é essencial para prevenir problemas como tártaro, mau hálito e até doenças mais graves. Mas afinal, o que usar para limpar os dentes do seu pet de forma segura e eficaz? 1. Escova de dentes A escovação regular e diária é o método mais eficaz para remover a placa bacteriana. O ideal é usar: Escova específica para cães: com cerdas macias e formato anatômico, facilita a limpeza de todos os dentinhos. Escova infantil de cerdas macias: pode ser uma alternativa se não tiver uma escova para pets em casa. Lembre-se de não utilizar escovas de humanos adultos, pois as cerdas duras podem machucar a gengiva do seu amigo. 2. Dedeira ou gaze Se o seu cão ainda não se acostumou com a escova, você pode começar com: 3. Pasta de dente veterinária Primeiramente, jamais utilize pasta de dente comum no seu cachorro! Elas contêm flúor e xilitol, substâncias tóxicas que podem causar vômitos, danos ao fígado e até convulsões. Opte sempre por pasta de dente específica para cães, que: Uma recomendação comum veterinária é a Pasta Dental Virbac Enzimática, pois ela é enzimática, então ela tem um potencial de remover a placa bacteriana com mais eficácia. Mas lembre-se de verificar com o veterinário do seu cão antes de comprar a pasta escolhida. Ele recomendará a melhor opção para seu pet. 4. E se não tiver pasta canina? Em casos de emergência, você pode escovar os dentes do seu cão apenas com água. O mais importante é a ação mecânica da escova, que remove a placa mesmo sem o creme dental. Por que tudo isso é importante? A escovação regular dos dentes do seu cachorro pode prevenir problemas como: Dica extra: comece aos poucos, com sessões curtas, e recompense seu pet para criar uma associação positiva com a escovação. Um estudo demonstrou que cães demonstraram sinais de estresse no início de uma rotina de escovação, mas tiveram uma adaptação gradual. Assim, a exposição consistente e calma à escovação pode reduzir a ansiedade do cão. Tenha paciência. Dicas para escovar dentes do cão  No começo, o ideal é fazer escovações curtas, de poucos segundos, e aumentar o tempo conforme o pet se acostuma. Quantas vezes escovar os dentes do cachorro? O ideal é escovar os dentes do cachorro todos os dias. Mas, se isso não for possível, tente fazer ao menos 3 vezes por semana.  A placa bacteriana começa a se transformar em tártaro em 48 horas, então a escovação frequente é a melhor forma de evitar o acúmulo e as doenças bucais. Como higienizar os dentes do cachorro além da escovação? A escovação é o mais importante, mas você também pode usar: Essas alternativas não substituem a escovação, mas ajudam a manter a saúde bucal em dia Pode escovar os dentes do cachorro com pasta de humano? Não pode. A pasta de dente comum contém substâncias tóxicas para os cães, como o xilitol e o fluor. O cachorro não cospe a espuma como a gente, então ele acaba engolindo tudo. Por isso, use apenas pasta de dente própria para cães, que é segura mesmo se ele engolir. O que pode substituir a pasta de dente de cachorro? Se você não tem pasta de dente veterinária no momento, pode escovar apenas com água ou usar uma gaze umedecida nos primeiros dias.  Em alguns casos, o óleo de coco (sem adição de nada) pode ajudar temporariamente, mas sempre com moderação e aval do veterinário. Para o dia a dia, o ideal é usar uma pasta dental feita especialmente para pets. Como limpar o tártaro dos dentes do cachorro em casa? O tártaro é a placa endurecida que não sai com escovação comum. Em estágios iniciais, é possível reduzir com escovações diárias e o uso de géis antitártaro. Mas, quando o tártaro está muito aderido aos dentes, o correto é levar ao veterinário odontologista, que irá remover com os equipamentos certos e sob anestesia. Jamais tente raspar o tártaro com objetos, pois você pode machucar a gengiva do pet. Doenças periodontais mais comuns em cães As doenças periodontais são aquelas que afetam os tecidos de suporte dos dentes — como gengiva, ligamentos periodontais e osso alveolar.  Elas são extremamente comuns em cães, especialmente os de pequeno porte e os que não têm escovação regular. A principal causa é o acúmulo de placa bacteriana, que se transforma em tártaro e leva à inflamação crônica.  Sem tratamento, essas doenças evoluem de forma silenciosa, mas podem gerar dor intensa, mau hálito, perda de dentes e até infecções sistêmicas. Essas doenças não afetam só a boca. As bactérias da gengiva podem cair na corrente sanguínea e prejudicar órgãos como coração, fígado e rins.  Por isso, a prevenção com escovação regular e check-ups veterinários é fundamental para a saúde geral do seu pet. Veja as principais: Gengivite É o estágio inicial da doença periodontal. A gengiva fica vermelha, inchada e sensível, podendo sangrar durante a escovação. É reversível com higiene bucal adequada. Periodontite Ocorre quando a inflamação atinge estruturas mais profundas ao redor dos dentes. Pode causar retração da gengiva, mobilidade dentária e exposição da raiz. Nessa fase, a perda dos dentes é comum. Abscessos dentários Infecções localizadas que causam acúmulo de pus entre a raiz do dente e o osso. Cães com abscessos

Cachorro Obeso: Sintomas, Ração e Tratamentos

Cachorro Obeso: Sintomas, Ração e Tratamentos

Cachorros obesos estão longe de serem uma novidade no Brasil. De acordo com informações do Banfield Pet Hospital, cerca de 25% a 40% dos pets no Brasil estão obesos. A obesidade canina é caracterizada por um acúmulo excessivo de gordura corporal, quando o peso está 15-20% acima do ideal.  O próximo passo ao observar que cão está obeso, é levá-lo para uma consulta ao veterinário, identificar a causa, escolher a ração certa e implementar um plano de emagrecimento seguro. O que é a obesidade canina? A obesidade canina refere-se ao excesso de gordura corporal do cão, que geralmente ocorre quando o seu peso excede os 15% a 20% recomendados.   Esta situação vai além de uma mera questão estética, é uma questão de saúde que pode impactar a qualidade de vida e a expectativa de vida do seu animal de estimação. Principais causas  – Muitos donos exageram em guloseimas, restos de comida humana ou rações muito calóricas, sem ajustar a quantidade diária necessária. – Cães sedentários, que não têm passeios regulares ou brincadeiras ativas, queimam menos calorias e ganham peso mais facilmente. – Algumas raças têm maior tendência à obesidade, como Labrador, Golden, Beagle e Pug. – Hipotireoidismo (queda no metabolismo) e Síndrome de Cushing (excesso de cortisol) podem levar ao ganho de peso mesmo com dieta controlada. Como diagnosticar a Obesidade Canina? Os veterinários avaliam o peso ideal usando o Escore de Condição Corporal (ECC), uma escala de 1 a 9, onde: Se o seu cão está com dificuldade para se mover, muito ofegante ou se você não consegue sentir as  costelas ao passar a mão, é hora de uma avaliação profissional. Fonte: PetMoreTime Sintomas de Cachorro Obeso É muito importante detectar precocemente a obesidade canina para prevenir complicações sérias.  Confira os indícios físicos e comportamentais que sugerem que o seu cão está com sobrepeso:  Ao passar a mão pelo tórax do cão, não é possível sentir as costelas devido à camada espessa de gordura. Vista de cima, a região entre as costelas e o quadril não forma uma curva (formato de “ampulheta”). De lado, o abdômen fica abaulado (como uma “barriga caída”). O cão evita subir escadas, pular no sofá ou caminhar por muito tempo. Tem movimentos lentos e membros traseiros arrastados (devido ao esforço nas articulações). Fica cansado rapidamente em passeios curtos ou após brincar. A respiração pesada persiste mesmo em repouso. Dorme mais que o habitual (acima de 16h/dia para adultos) e demonstra apatia. Ignora brinquedos ou interações que antes adorava. Prefere ficar deitado a se movimentar. Se seu cão apresenta esses sinais, agende uma consulta veterinária. A obesidade infelizmente pode mascarar doenças graves, como diabetes ou cardiopatias. Riscos da obesidade canina A obesidade trata-se de uma condição séria que facilita o surgimento de várias doenças crônicas e pode diminuir consideravelmente a expectativa de vida do seu pet.  Pesquisas recentes indicam que cães com excesso de peso podem viver menos e sofrer de complicações. Uma pesquisa com dados fornecidos pelo Banfield Pet Hospital descobriu que a expectativa de vida de cães com sobrepeso era até 2 anos e meio menor, em média, do que a expectativa de vida de cães com peso corporal saudável. Um dos perigos mais preocupantes é o surgimento de diabetes que está se tornando cada vez mais frequente em cães com excesso de peso, pois a obesidade pode causar resistência á insulina Além disso, há muitas outras doenças associadas com a obesidade, como: Tratamento da obesidade em cachorros Para lutar contra a obesidade canina é importante buscar por assistência veterinária que vai orientar nas modificações da rotina alimentar e física do cãozinho. Não é segredo que o foco do dono precisa ser: Um plano eficiente deve ser posto em prática em fases, sempre priorizando a saúde e o conforto do animal. É importante frisar que o tratamento vai depender do cachorro e de possíveis doenças associadas. Portanto, sempre consulte um veterinário. Ração para cachorro obeso A escolha da ração ideal para um cão obeso deve ser personalizada, considerando fatores como idade, porte, nível de atividade, doenças associadas (ex.: diabetes, hipotireoidismo) e preferências do animal.  Abaixo, listamos as principais opções do mercado, mas sempre consulte um veterinário antes de tomar uma decisão. Lembrando que não são recomendações diretas:  Antes de comprar qualquer ração, é imprescindível: Lembre-se que nenhuma ração substitui um plano integrado! Combine a alimentação com exercícios, petiscos saudáveis (como cenoura) e acompanhamento veterinário trimestral. Agende uma consulta nutricional para receber orientações personalizadas de um veterinário.  Perguntas Frequentes  Quantos quilos o cachorro é considerado obeso? Não existe um número exato de quilos, pois a obesidade varia conforme o porte e a raça. Um cão é considerado obeso quando ultrapassa 15%-20% do peso ideal para seu tamanho e estrutura corporal.  O que fazer quando o cão está obeso? O primeiro passo é consultar um médico-veterinário, que poderá avaliar o estado geral de saúde do cão e indicar mudanças seguras. Normalmente, o tratamento inclui: O que a obesidade pode causar no cachorro?  A obesidade canina está associada a diversos problemas de saúde, como:  Além disso, o excesso de peso impacta negativamente na qualidade de vida do animal. Como tirar o cachorro da obesidade? A reeducação alimentar e o aumento gradual da atividade física são essenciais. O plano ideal inclui: Lembre-se: nada de dietas radicais ou medicamentos sem prescrição. A perda de peso deve ser gradual e segura.